Banda “Carta do Louco” apresenta trabalho que une poesia com diversidade de estilos e influências

O “Poder de Amar” e a “Carta do Louco”, compostas pelos músicos Mateus Bicca Sabbi e Zeca Duarte, chegam às plataformas digitais a partir desta semana trazendo sonoridade que vai da Música Popular Brasileira ao rock
O mistério por trás da dúvida e da existência, um som com todas as caras da musicalidade e cultura brasileira. A “Carta do Louco”, banda de Caxias do Sul, está lançando duas primeiras músicas, de um projeto que vai se estender ao longo de 2025. À frente estão os músicos, Zeca Duarte, instrumentista e compositor, e Mateus Bicca, autor das letras e baterista.
Diferente de um grupo tradicional, eles reúnem uma diversidade de músicos e instrumentistas convidados para cada gravação. A proposta é explorar diferentes estilos e influências, trazendo uma nova abordagem para cada composição, sem a formação fixa de uma banda.
A primeira música foi batizada de “A Carta do Louco”, interpretada na voz do próprio Zeca Duarte, que reflete sobre a natureza do homem, das simplicidades do dia a dia e da alegria de viver. Já a segunda música foi batizada de “Poder de Amar”, com vocal de Lucas Chini, um som intrigante e poético, fazendo menção ao ritmo acelerado dos pensamentos, “que vem e vão com a dança e com o vento”.
Envolto de sentimentos que transcendem a alma e ardem o coração, Bicca Batera, como é carinhosamente conhecido, começou a escrever poemas, que deram origem às letras transformadas em música tempos mais tarde. Canções que marcam momentos de incertezas vividos pelo mundo.
“Ainda no início das restrições por conta da pandemia, tive momentos de muita insônia em que não conseguia dormir à noite, então comecei a escrever poemas com algumas reflexões mais profundas. Naquele momento apenas queria colocar aqueles pensamentos para fora. Depois de prontos, gravei e postei no meu perfil pessoal essas ideias”, contextualiza.
Os poemas saíram do papel e foram transformados em música nas mãos de Zeca, que compôs as melodias e os arranjos.
“Conheço o Bicca desde 2009, já trabalhamos em outros projetos, mas nesse foi diferente, as coisas aconteceram naturalmente. Ao escutar as declamações, vi que tinha muita musicalidade nos versos. A partir disso comecei a compor as melodias e apresentei para ele. Então decidimos dar sequência, com as duas primeiras gravações”, explicou.
A gravação e a mixagem ocorreram no Estúdio Retrola, em Caxias do Sul, do reconhecido músico e técnico de som, Vini Lazzari, e contou com a participação especial do tecladista Cokeyne Bluesman, ex-integrante dos Cascavelletes, banda que ganhou projeção nacional entre o final de década de 1980 e início dos anos 1990. Também fizeram parte das duas primeiras gravações os músicos Lucas Ceconi (percussão), Márcio Pimenta (guitarra) e Lucas Chini (contrabaixo). As baterias foram compostas e gravadas pelo próprio autor Mateus Bicca e a masterização fico a cargo de Carlos Balbinot.
Ouça as canções e assista os vídeos:
https://tratore.ffm.to/cartacarta
https://youtu.be/016sBSKisQU
https://youtu.be/fZ9hviFYk7c
Por que “Carta do Louco”?
Uma das principais e mais intrigantes cartas do Tarot, a carta O Louco representa, principalmente, a coragem de viver. É a única que não possui numeração e tem a liberdade de transitar por todo o baralho. Para a pessoa que retirar o símbolo, ela pode significar novos trajetos e modos de viver, deixando para trás todos os medos e preocupações.
Um dos idealizadores e autor do projeto Mateus Bicca, conta que a escolha para o nome da banda tem a intenção de, acima de tudo, transmitir uma mensagem.
“A carta O Louco, muitas vezes lembrada ou associada a algo ruim, representa a alegria e coragem de viver. Ao longo dos anos as pessoas foram perdendo o brilho pelas pequenas coisas, deixando para trás o seu verdadeiro eu. Queremos transmitir a mensagem de que todos possam se permitir a Ser os "Loucos" de sua própria história, sem se importar com a opinião alheia e seguindo o próprio coração”, instiga.
Sobre os autores
Em 2024, Mateus Bicca fez um tour pelo Sesc com a premiada cantora J.J Thames (USA), tocando em mais de 10 cidades do Rio Grande do Sul. Com a diva do Blues J.J Thames, também tocou em um dos maiores festivais do Brasil, “Porto Blues Sound”. No mesmo ano, juntamente com a “Big Band” da “Orquestra Municipal de Sopros de Caxias do Sul”, acompanhou o pianista “Nelson Ayres”, considerado um dos maiores nomes do instrumento do Brasil.
Atualmente, Bicca faz parte dos projetos do Maestro Gilberto Salvagni - “Dom Salvagni Jazz Band” e “Salvagni Big Band”. É baterista oficial da cantora J.J Thames (USA), além das bandas “Andy and The Rockets” (POA), “Carta do Louco” (autoral), “Groove Solution” (autoral) e “The 70’s Show”. Bicca ainda é percussionista da Orquestra Municipal de Sopros de Caxias do Sul/RS e professor de bateria da Escola Artstage Music Center.
Zeca Duarte, responsável pelas melodias, é instrumentista, compositor, professor de música e produtor musical. Com atuação artística há mais de 20 anos, tem dedicado os últimos 12 ao estudo e pesquisa que envolvem a criação dentro dos gêneros da música brasileira, em especial o Choro, o Samba e a MPB. Alguns dos seus principais trabalhos são o grupo Descendo a Serra, o Samba do Feitiço, duo Nega Jurema e Carta do Louco.
Em paralelo, Zeca também desenvolve trabalhos audiovisuais, participando da produção de discos, trilhas de filmes, para performances de dança e teatro. Com graduação em Licenciatura em Música e pós-graduando em Práticas Criativas com Ênfase em Violão Popular, atua como professor de música há 15 anos, tendo sido professor nas oficinas culturais do Sesi, em Caxias do Sul, por uma década.
COMENTÁRIOS