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Desempenho do comércio de Caxias apresenta incremento de 4%

Último mês do ano apontou aumento de 4,67% em relação a novembro e crescimento de 7,07% na comparação com o mesmo período de 2024

Laudir Dutra - Redação Publicado em 16 de fevereiro de 2026 às 23:42
Fonte: Rosângela Longhi - MCom Foto: Natal impulsionou as vendas em Caxias do Sul e possibilitou aumento de 4,67% em dezembro, em relação ao mês anterior - Crédito: Alencar Turella/CDL Caxias
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Dezembro, mês mais importante para o varejo em função do Natal, registrou resultado positivo em Caxias do Sul e apresentou alta de 4,67% em relação a novembro. No acumulado de 2025, o desempenho também foi animador, com crescimento de 4%. Já na comparação com dezembro de 2024, os números foram ainda mais expressivos, com avanço de 7,07%.

As informações são do Termômetro de Vendas da CDL Caxias e foram divulgadas durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (12), na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC).

De acordo com o assessor de Economia e Estatística da CDL Caxias, Mosár Leandro Ness, o ano de 2026 deverá ser marcado por uma queda no nível de investimentos, enquanto o consumo das famílias tende a se manter em ritmo equilibrado.

“Se, de um lado, a produção industrial apresenta um comportamento de queda gradual nos últimos meses, de outro, o consumo tem se sustentado, mesmo que de forma surpreendente. Os dois principais fatores que explicam os investimentos são os juros e a confiança empresarial, que seguem em patamares indicativos de desaceleração em 2026”, aponta o assessor.

Ramos duro e mole em alta

No ramo duro, a variação entre dezembro e novembro de 2025 registrou aumento de 4,90%. Os setores que apresentaram desempenho positivo em dezembro, na comparação com o mês anterior, foram automóveis, caminhões e autopeças novos (9,79%); ótica e joalheria (6,98%); eletrodomésticos, móveis e bazar (3,13%); e implementos agrícolas (0,68%). Já os resultados negativos foram registrados nos segmentos de material de construção (-7,16%); materiais elétricos (-3,41%); e informática e telefonia (-1,08%).

No ramo mole, a variação entre dezembro e novembro de 2025 foi de 4,14%. Os segmentos que tiveram desempenho positivo, na comparação com o mês anterior, foram vestuário, calçados e tecidos (5,67%); farmácias (4,42%); e livraria, papelaria e brinquedos (1,13%). O resultado negativo em dezembro foi registrado no segmento de produtos químicos (-5,71%).

Consultas SPC e débitos

Em dezembro, o crédito registrou variação de 8,40% no volume de consultas em relação a novembro e de 0,25% na comparação entre dezembro de 2025 e dezembro de 2024. No mesmo mês, o levantamento de consultas ao SPC realizado por lojistas teve aumento de 8,51%.

O volume de inclusões de débitos apresentou redução de -8,08% no comparativo entre dezembro e novembro de 2025, além de queda de -6,56% em relação ao mesmo período de 2024. Já as exclusões de débitos cresceram 14,30% na comparação com o mês anterior, mas registraram retração de -1,57% frente a dezembro de 2024.

Estoque de dívidas e emprego

Em dezembro, o estoque de dívidas teve taxa de 0,84%, contra 1,33% no mês anterior. No acumulado do ano, o estoque atingiu 9,23%. Em um período de 12 meses, o crescimento foi de 9,23%, percentual superior ao registrado em novembro, que era de 8,72%.

Em relação ao emprego formal, o comércio apresentou 29.418 vagas em dezembro, o que representa redução de -1,6% em comparação a novembro. No entanto, na comparação anual, houve aumento de 1,8% nos postos de trabalho.

O assessor de Economia e Estatística da CDL Caxias conclui que, mesmo com a redução esperada da taxa Selic ao longo do ano, não há previsão de que os juros retornem a um patamar estimulativo. Com isso, a expectativa é de que o consumo das famílias cresça acima do PIB em 2026, com projeção de 2,1%.

“O mercado de trabalho é o principal fator para explicar esse resultado, mas também é importante considerar os estímulos já anunciados para 2026, como a desoneração do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil e o reajuste real do salário mínimo. O ano de 2026 chega carregado de esperança de que o Brasil reencontre o crescimento sustentado e a estabilidade econômica, jurídica e política”, reforça o Ness.

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