Influenciado pela realização da Festa Nacional da Uva e a venda de itens de maior valor agregado voltado ao ramo duro, o comércio de Caxias do Sul registrou alta de 1,68% em fevereiro de 2026 na comparação com o mês anterior, apontam os dados da CDL Caxias. Ainda de acordo com a entidade, demais indicadores também apresentaram reação positiva. Na comparação com fevereiro de 2025, o crescimento foi de 4,84%. Na variação do ano a alta chegou a 5,50% e, no acumulado de 12 meses, o avanço atingiu 4,95%.
Os dados são do Termômetro de Vendas da CDL Caxias e foram divulgados, nesta quarta-feira (08), durante coletiva de imprensa na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC).

De acordo com o assessor de Economia e Estatística da CDL Caxias, Mosár Leandro Ness, o cenário aponta para o início de um ciclo de queda nos juros, com expectativa de taxas entre 11% e 12% até o fim de 2026, condicionadas à estabilidade do câmbio e ao controle da inflação.
“Apesar disso, o cenário externo segue como fator de atenção. O aumento da incerteza internacional, especialmente devido ao conflito no Oriente Médio, pode gerar choques no câmbio e nas expectativas de inflação”, avalia Ness.
Desempenho por segmentos
O ramo duro apresentou aumento de 1,27% na variação entre fevereiro e janeiro de 2026, mas acumula leve recuo de -0,59% no ano e de -0,24% em 12 meses. Entre os setores que tiveram desempenho positivo estiveram automóveis, caminhões e autopeças novos (6,63%) e materiais elétricos (2,54%). Os resultados negativos ficaram por conta de implementos agrícolas (-8,05%), ótica e joalheria (-5,84%), informática e telefonia (-5,02%), eletrodomésticos, móveis e bazar (-3,64%) e material de construção (-1,78%).
A variação do ramo mole entre fevereiro e janeiro de 2026 também foi positiva de 2,64%. Todos os setores registraram alta, puxada especialmente por livraria, papelaria e brinquedos (12,07%), devido ao período de volta às aulas e seguido por produtos químicos (4,58%), farmácias (2,31%) e vestuário, calçados e tecidos (1,18%).
Queda no crédito e altas da inadimplência e estoque de dívidas
Em fevereiro, o crédito apresentou variação de -2,03% no volume de consultas em relação a janeiro de 2026, e de -11,38% na comparação entre fevereiro de 2026 e mesmo período de 2025. O levantamento de consultas ao SPC de lojistas teve queda de -1,97% e o volume de inclusões de débitos aumentou 61,54%, no comparativo entre os meses de fevereiro de 2026 e janeiro de 2025, e aumento de 5,61% contra igual período do ano passado. As exclusões de débito desaceleraram em relação ao mês anterior (-44,28%) e em comparação ao mesmo período de 2025 (-12,61%).
O número de inadimplentes cresceu 0,99% frente a fevereiro e janeiro de 2026 e aumento de 8,79% em relação ao mesmo período do ano passado.
O segundo mês do ano também teve expansão no estoque no valor de dívidas de 2,96%. No ano, atingiu 3,03% e em 12 meses a alta foi de 12,32%.
Postos de trabalho
No mercado de trabalho, o comércio local registrou saldo 29.390 empregados contra 29.310, uma ampliação de 80 postos. Na comparação com fevereiro do ano passado eram 29.187 vagas, o que representa aumento de 203 na quantidade de empregos formais, de um ano para outro.
Carregando comentários...