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Fake news na saúde: 7 sinais para identificar informações falsas na internet

Com a popularização das redes sociais e dos aplicativos de mensagens, informações sobre doenças, tratamentos, medicamentos e hábitos saudáveis circulam rapidamente pela internet.

Laudir Dutra - Redação Publicado em 21 de setembro de 2026 às 16:38
Fake news na saúde: 7 sinais para identificar informações falsas na internet
Fonte: Deiwerson Damasceno Foto: Magnific
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Com a popularização das redes sociais e dos aplicativos de mensagens, informações sobre doenças, tratamentos, medicamentos e hábitos saudáveis circulam rapidamente pela internet. Embora o acesso facilitado ao conhecimento possa contribuir para a prevenção e o cuidado com a saúde, a disseminação de conteúdos falsos ou sem comprovação científica também pode levar a decisões inadequadas e colocar vidas em risco.

A especialista Anelise Neuls Vieira Dos Santos, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, exemplifica que. no contexto da saúde em geral, uma informação incorreta pode fazer com que uma pessoa abandone um tratamento, utilize medicamentos de maneira inadequada ou deixe de procurar atendimento profissional adequado, por exemplo.

“Além de deixarem de procurar atendimentos, muitos pacientes ainda abandonam terapias comprovadas em favor de opções ineficazes ou até prejudiciais. Isso é particularmente perigoso em casos de doenças graves, como hipertensão e diabetes, onde o tratamento adequado é crucial para uma maior qualidade de vida. Também podem gerar medo e ansiedade entre a população, especialmente quando disseminam informações alarmistas sobre surtos de doenças ou efeitos colaterais de medicamentos. Esse estado de constante preocupação pode afetar negativamente a saúde mental e emocional das pessoas”, analisa.

Para ajudar a população a avaliar conteúdos encontrados na internet, a especialista lista 7 sinais que podem indicar uma fake news na área da saúde. Confira:

A publicação não apresenta fonte confiável
Informações sobre tratamentos, doenças ou medicamentos devem indicar de onde vieram os dados. Quando o conteúdo não apresenta fonte, autor ou instituição responsável, é importante desconfiar.

O texto promete uma solução milagrosa
Frases como “cura garantida”, “resultado em poucos dias” ou “tratamento que os médicos não querem que você conheça” são sinais de alerta. Na saúde, resultados podem variar de acordo com cada pessoa e condição.
 
O conteúdo incentiva a abandonar tratamentos convencionais
Orientações para interromper medicamentos ou substituir tratamentos prescritos por receitas caseiras, suplementos ou métodos sem comprovação científica podem representar riscos à saúde.

A informação usa apenas relatos pessoais como prova
Um depoimento pode representar uma experiência individual, mas não comprova que determinado tratamento funciona para todas as pessoas. Evidências científicas são fundamentais para avaliar a eficácia e a segurança de uma conduta.

A publicação utiliza números ou pesquisas sem explicar a origem
Dados estatísticos podem dar aparência de credibilidade a uma informação falsa. Antes de compartilhar, vale procurar o estudo citado e verificar quem realizou a pesquisa e onde ela foi publicada.

O conteúdo tenta provocar medo ou urgência
Mensagens que usam expressões como “compartilhe antes que apaguem”, “ninguém está contando isso” ou “você precisa saber disso agora” podem utilizar o medo e a urgência para aumentar o compartilhamento.
 
A informação não aparece em fontes confiáveis
Quando uma afirmação relacionada à saúde parece surpreendente, uma boa estratégia é verificar se ela também aparece em sites de instituições de referência, universidades, órgãos públicos ou sociedades médicas e científicas.

Por fim, a docente da Faculdade Anhanguera reforça que conteúdos encontrados nas redes sociais não devem substituir consultas, exames ou orientações individualizadas. “Cada pessoa possui características e necessidades diferentes, e decisões relacionadas à saúde devem ser tomadas com acompanhamento de profissionais habilitados”, afirma.

Sobre a Anhanguera

Fundada em 1994, a Anhanguera oferece para jovens e adultos uma infraestrutura moderna, ensino de excelência e um portfólio diversificado com mais de 47 cursos de graduação presenciais, 43 semipresenciais e 96 na modalidade a distância, além de pós-graduações, cursos livres, profissionalizantes, técnicos, EJA e preparatórios, com destaque para o Intensivo da OAB. Pertencente à Cogna Educação, o mais diversificado e maior grupo educacional do país, a marca está presente em mais de 106 unidades e 1.698 polos em todos os estados brasileiros, atendendo a milhares de alunos por meio de professores especialistas, mestres e doutores. Com o conceito lifelong centric, centrado na aprendizagem em todas as fases do aluno, 91% das instituições possuem notas 4 ou 5 no MEC. Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site e o blog.

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