Os jovens estão ampliando sua participação no mercado imobiliário e fortalecendo a procura por apartamentos compactos no Rio Grande do Sul. Dados levantados pela MRV no estado mostram que 63% das vendas da companhia no primeiro semestre de 2026 foram para clientes mais jovens, entre 18 e 30 anos - a chamada geração Z. O movimento gaúcho ultrapassa a tendência nacional: no Brasil, no mesmo período, consumidores desta faixa etária representaram 54% dos compradores da MRV.
Pesquisa da Brain Inteligência Estratégica, divulgada pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), que ouviu 1,2 mil pessoas no primeiro semestre, também corrobora a tendência identificada pela construtora. O levantamento mostrou que 67% dos brasileiros de 21 a 28 anos pretendiam comprar um imóvel nos meses seguintes, acima dos 57% registrados em meados de 2025. Na mesma pesquisa, 37% dos entrevistados citaram o desejo de sair do aluguel, 15% indicaram a saída da casa dos pais e 9% mencionaram a mudança de localidade. Entre os motivos para a compra estão mudanças comuns no início da vida adulta.
É o caso de Vitória Medina, de 23 anos, que comprou apartamento em dezembro de 2025. A motivação principal foi sair do aluguel. "Estou muito ansiosa para a entrega das chaves, às vezes não acredito que tenho meu apartamento com apenas 23 anos. Sonho com o dia que estarei no meu imóvel mobiliando e decorando ele do meu jeito. Eu e meu marido somos um casal jovem e demos um importante passo com essa conquista. Estamos muito felizes em investir no que é nosso", destaca a jovem.
Já Kevin Douglas Silva, de 27 anos, natural do Amapá, que está no Rio Grande do Sul há oito anos, viu na aquisição do primeiro imóvel a segurança necessária para cuidar da mãe. “Por motivos de saúde da minha mãe, decidi permanecer no estado e ir em busca da conquista da casa própria. Esse foi meu primeiro objetivo quando comecei a trabalhar como encarregado de loja. Quando fui promovido a supervisor acreditei que era o momento certo para realizar esse sonho. Essa é uma grande decisão e pensei que não fosse possível alcançar antes dos 30 anos”, relembra Kevin.

kevin Silva, de 27 anos, ao ser promovido no trabalho, foi em busca
da aquisição do primeiro imóvel. (Crédito: Divulgação/MRV)
Para a MRV, mais de 80% dos novos proprietários são solteiros. No RS, o número chega a 92%. O perfil aponta para decisões ligadas à independência, à compra do primeiro imóvel e à formação de patrimônio, seja para morar sozinho, seja para investir.
“As condições dos programas habitacionais, como prazo de financiamento de até 35 anos, juros que não variam conforme a Taxa Selic e maior previsibilidade das parcelas, também ajudam a ampliar o acesso dos jovens ao primeiro imóvel”, afirma Sergio dos Anjos, Diretor Comercial da MRV na região Sul.
O processo de compra pode ainda ser complexo e envolve uma jornada de pesquisa, comparação e simulação à qual nem sempre os jovens estão familiarizados.Para facilitar o processo para os clientes, a MRV conta com a MIA, assistente virtual baseada em inteligência artificial generativa. Em 2025, a ferramenta realizou cerca de 2,01 milhões de atendimentos a potenciais clientes, uma alta de 133,7% sobre 2024. A tecnologia - mais difundida entre as novas gerações - apoia a busca por informações, enquanto o corretor orienta o comprador sobre financiamento, documentação e condições adequadas à sua realidade.
Projeto inteligente amplia o uso do espaço
A demanda de um público da geração Z influencia o tipo de produto procurado. Apartamentos compactos, com ambientes bem distribuídos e estrutura de condomínio que complemente a área privativa, ganham relevância para pessoas que vivem sozinhas, casais e famílias menores. Segundo o IBGE, a proporção de domicílios formados por apenas uma pessoa passou de 12,2% em 2012 para 18,6% em 2024 (14,4 milhões de domicílios), crescimento de 52% em 12 anos. No Rio Grande do Sul, 20,9% dos domicílios eram formados por apenas uma pessoa em 2024, um aumento em relação a 2012, quando a proporção era de 14,7% .

Apartamentos compactos, com ambientes bem distribuídos e estrutura
de condomínio são mais buscados pela geração Z (Crédito: Divulgação/ MRV)
Um exemplo deste tipo de empreendimento é o Porto Alcântara, em Porto Alegre, que oferece apartamentos de 38 a 42 metros quadrados. As plantas priorizam a integração entre sala, cozinha e varanda, solução que reduz barreiras visuais, favorece a circulação e amplia a percepção de espaço.
Lazer funciona como extensão do apartamento
As áreas comuns também ganharam peso na decisão de compra. Desde o início de 2025, a média de itens de lazer e convivência nos empreendimentos da MRV passou de cinco para cerca de dez. Esses espaços permitem receber amigos, praticar atividades físicas e aproveitar momentos de descanso fora do apartamento, ampliando as possibilidades de uso do condomínio.
Piscina e ambientes de convivência também se destacam, ao lado de facilidades como lavanderias compartilhadas e áreas para recebimento de encomendas. Para quem escolhe uma metragem mais enxuta, a avaliação considera o conjunto formado por planta funcional, lazer, serviços e localização.
A localização e infraestrutura urbana também influenciam na escolha. A proximidade de comércio, serviços e transporte facilita a rotina e permite que o entorno complemente a metragem do imóvel. Para o comprador mais jovem, essa combinação reúne praticidade para morar e atributos que também podem tornar o apartamento opção para investimento.
Sobre a MRV
Com 47 anos de mercado e o propósito de construir sonhos que transformam o mundo, a MRV é uma das cinco empresas que compõem o grupo MRV&CO. É considerada a maior construtora e incorporadora da América Latina, tendo como foco empreendimentos residenciais econômicos, com preços acessíveis para um público que busca o sonho da casa própria. A companhia já entregou mais de 550 mil chaves. Hoje, mais de 1,8 milhão de pessoas vivem em um imóvel construído pela MRV. Acesse e conheça mais sobre a companhia www.mrv.com.br.
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