Roupas guardadas por muito tempo, lençóis usados por vários dias e toalhas que permanecem úmidas fazem parte da rotina, mas podem acumular substâncias capazes de incomodar quem tem sensibilidade respiratória.
Por isso, a higienização de roupas e alergias estão diretamente relacionadas, especialmente quando o cuidado envolve peças que ficam em contato frequente com o corpo.
Dessa forma, manter uma rotina adequada de limpeza ajuda a reduzir a exposição a esses agentes e a tornar o ambiente mais confortável para pessoas com rinite, asma e outras alergias respiratórias.
A relação entre roupa de cama suja e alergias respiratórias
- Os ácaros estão entre os principais alérgenos encontrados dentro de casa e podem se acumular em lençóis, fronhas, cobertores, edredons e travesseiros. Mesmo quando não há sujeira visível, essas peças podem concentrar microrganismos e resíduos do corpo, já que ficam em contato com a pele diariamente.
- Seus resíduos se espalham pela poeira e, quando inalados, podem contribuir para o agravamento de sintomas respiratórios.
- Cobertores e edredons guardados por longos períodos também podem acumular poeira, fungos e ácaros na roupa de cama. Por isso, quando são utilizados novamente sem a higienização adequada, podem aumentar a exposição a esses agentes.
- Colchões e travesseiros merecem a mesma atenção, pois também podem concentrar sujeira e microrganismos ao longo do tempo.
- Essa exposição contínua pode provocar ou intensificar manifestações como espirros frequentes, principalmente ao acordar, nariz entupido ou coriza, coceira nos olhos ou na pele, tosse seca e irritação na garganta.
- Em alguns casos, também pode haver piora de quadros como rinite e asma, além de sensação de cansaço mesmo após uma noite de sono.
- Além dos ácaros, pelos de animais, pólen e mofo podem permanecer nos tecidos e contribuir para o desconforto.
Frequência e temperatura ideais para reduzir ácaros
Embora a troca da roupa de cama a cada 15 dias seja uma prática comum, pessoas alérgicas podem precisar de uma frequência maior. Nesse caso, a recomendação é renovar as peças uma vez por semana ou até duas vezes, além de utilizar capas antiácaros em colchões e travesseiros.
Mas a frequência de lavagem é apenas uma parte da prevenção. A temperatura da água também interfere na remoção dos ácaros e de seus alérgenos. Para roupas de cama, a lavagem deve ocorrer pelo menos semanalmente, utilizando água quente; a referência mínima indicada é de 54 graus Celsius.
Na prática, o cuidado começa dentro de casa: lavar lençóis e fronhas semanalmente na máquina de lavar roupa, em ciclo com água quente, é uma das medidas mais simples para reduzir a presença de ácaros no ambiente onde se dorme.
Alguns equipamentos possuem ciclos específicos para remoção de alérgenos. Em modelos convencionais, é possível recorrer a programas compatíveis com temperaturas elevadas, sempre verificando as instruções da máquina, dos tecidos e do detergente para evitar danos.
Depois da lavagem, a roupa deve ser retirada rapidamente para não permanecer úmida e desenvolver fungos. Quando possível, a secagem em alta temperatura ajuda a complementar a eliminação dos ácaros. Já peças que não podem ser lavadas dessa maneira podem passar por limpeza a seco.
Por fim, evitar a secagem ao ar livre pode reduzir o contato com pólen e fungos. A própria área de lavanderia também merece atenção: janelas abertas, ventilação adequada, ventiladores e desumidificadores ajudam a controlar o excesso de umidade e dificultam a proliferação de fungos.
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