Ao som de 'La Bella Polenta' executada pela Orquestra de Sopros de Faria lemos, o tombo da polenta gigante no 13º Polentaço, sábado, atraiu uma multidão para assistir ao derrame dos 800 quilos da iguaria, em Monte Belo do Sul. Neste domingo (17), ocorre o segundo e último tombo da polenta, às 14h – veja a agenda completa abaixo.

Atrativo mais aguardado do encontro que reverencia o alimento como símbolo da resistência do imigrante italiano, o tombo comprovou sua força midiática, atraindo curiosos de todas as idades, muitos deles acompanhando a atração pela primeira vez. Como a turista Patrícia Malagon, vinda de Cosmópolis, no interior de São Paulo. Embora pela quarta vez na cidade, esta foi a primeira vez que visitou o Polentaço e, por consequência, o tombo da polenta. "Foi lindo, incrível", contou, sorrindo, após ver a enorme massa do preparo escorrendo do tacho para um enorme recipiente de ferro.

Essa queda dura menos de um minuto, período inversamente proporcional a seu cozimento. Para esse momento de contemplação, é preciso esperar quatro horas. É o tempo necessário para cozer 120 quilos de farinha de milho, 650 litros de água, seis quilos de sal, quatro litros de azeite e deixar no ponto a mistura que, ainda, envolve 10 pessoas se revezando para mexer a polenta. Assim que é encerrada a queda, outros cerca de 15 voluntários, chamados de 'polenteiros', se apressam para encher as cerca de 3,5 mil cumbucas distribuídas ao público na maior velocidade que conseguem, a fim de não deixar o produto esfriar. Ela ainda recebe como guarnição um molho de carne e queijo ralado, previamente preparados, antes de chegar à boca do público. "Deixa eu provar, está muito boa", disse a bento-gonçalvense Sandra Fronza, pela primeira vez na festa, depois de dar a primeira colherada na iguaria e assistir ao tombo. "Foi emocionante", disse.

Para quem é da Serra, o alimento representa laços afetivos e também históricos. Amigas de infância e nascidas em Monte Belo, Viviana Marin Pierozan, Maria Aparecida do Nascimento Sartori e Tânia Marise Consoli aproveitaram a festa para celebrar memórias e reencontros. Elas contaram que mantêm o costume de participar juntas do evento, reforçando os vínculos construídos ao longo da vida e a conexão com a cultura da região. "Toda vez a gente se reúne aqui para comemorar. É uma tradição que a gente faz questão de manter", destacou Viviana, enquanto as três esperavam suas respectivas cumbucas de polenta.
Ao longo de todo sábado, a programação do Polentaço movimentou o entorno da Praça Padre José Ferlin, reunindo celebrações culturais que reforçaram a identidade italiana do município. As atividades começaram ao meio-dia com apresentações do Projeto Monte Belo, reunindo os corais Musicando Melodias, Alegria de Cantar e Vozes em Sintonia. Na sequência, o público acompanhou shows da Família Almeida, interações culturais com Josefa e a apresentação da Orquestra de Sopros de Faria Lemos. Por lá, os grupos Ragazzi Dei Monti, Ballo D'Italia e Piccoli Ballerini trouxeram a italianidade à tona. Ainda houve tempo para os shows de Délcio Tavares e Bodo & Jaque, além da inédita projeção mapeada na Igreja Matriz, com imagens do festival e da imigração, em mais um atrativo emocionante para o público.
Serviço
O quê: 13º Polentaço
Quando: dia 17 de maio, das 11h às 19h
Onde: Monte Belo do Sul, na Praça Padre José Ferlin
Quanto: entrada franca
O que rolou no último dia
Dia 17 (domingo)
12h – Grupo Sogni D'Italia
13h45 – Grupo Vicentino
14h – Tombo da Polenta Gigante
15h – Tchê Guri
16h30 – Invernada Artística CTG Giuseppe Garibaldi de Encantado
17h30 – Banda Nova Emoção
Carregando comentários...