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Triglicerídeos elevados: Estratégias que ajudam no controle

Adotar escolhas alimentares equilibradas e hábitos saudáveis é fundamental para reduzir os níveis de gordura no sangue e prevenir complicações cardiovasculares.

Laudir Dutra - Redação Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 14:53
Fonte: Stefani Quaresma Foto: Foto Freepik
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Os triglicerídeos são a principal forma de gordura armazenada no organismo e desempenham  um papel importante como reserva energética. Sempre que o corpo recebe mais calorias do  que consegue gastar, especialmente provenientes de açúcares e gorduras, ele transforma  esse excesso em triglicerídeos, que ficam armazenados no tecido adiposo para serem  utilizados posteriormente. 
O problema começa quando esses níveis permanecem elevados por longos períodos,  caracterizando a hipertrigliceridemia. Essa condição pode aumentar o risco de doenças  cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral, além de ser um fator para o  desenvolvimento de pancreatite, uma inflamação grave do pâncreas.  

Fatores que contribuem para o aumento dos triglicerídeos 

O aumento dessa gordura no sangue normalmente está associado a uma combinação de  causas genéticas e comportamentais. Entre eles, a alimentação inadequada ocupa posição  de destaque. O consumo frequente de alimentos ricos em açúcares simples, produtos  ultraprocessados e gorduras saturadas favorece o acúmulo de triglicerídeos no organismo. 
O sedentarismo reduz a capacidade do corpo de aproveitar o excesso calórico como fonte de  energia. O consumo de bebidas alcoólicas também merece atenção, pois o álcool é  convertido em triglicerídeos pelo fígado. O excesso de peso e o acúmulo de gordura  abdominal estão relacionados ao aumento dessas taxas. Algumas condições clínicas, como 
diabetes mal controlado, hipotireoidismo e doenças renais, também podem influenciar esse  quadro metabólico. 

Como a alimentação pode auxiliar no controle dos níveis 

A alimentação é considerada o principal pilar no controle dos triglicerídeos. Reduzir o  consumo de carboidratos simples é uma das estratégias mais eficientes. Alimentos como  refrigerantes, doces, bolos, biscoitos recheados e pães refinados são absorvidos mais rápido  pelo organismo e favorecem a produção dessa gordura no fígado. 
Substituir esses alimentos por carboidratos complexos, como arroz integral, aveia, quinoa e  pães integrais, contribui para uma absorção mais lenta da glicose e ajuda a manter os níveis  metabólicos equilibrados. O aumento do consumo de fibras, presentes em leguminosas,  frutas com casca, verduras e legumes, auxilia na redução da absorção de gorduras e promove  maior saciedade, essencial para o controle do peso corporal.  
Preparações assadas, cozidas ou grelhadas são mais indicadas do que frituras, assim como  o uso moderado de azeite de oliva extravirgem como fonte de gordura. 

O papel do suplemento de Ômega 3 no controle metabólico 

Em alguns casos, além da alimentação equilibrada, a suplementação pode ser considerada  como caminho complementar para o controle dos triglicerídeos. O suplemento de Ômega 3 é estudado por sua ação anti-inflamatória e por sua capacidade de reduzir a produção de  triglicerídeos pelo fígado. 
Os suplementos geralmente são compostos por ácidos graxos EPA e DHA, que apresentam  benefícios relacionados à saúde cardiovascular, como ação anti-inflamatória e auxílio no  controle de triglicerídos, principalmente em pessoas que já apresentam alterações  metabólicas. 
Apesar dos benefícios, a suplementação deve ser utilizada como estratégia conjunta com  uma alimentação equilibrada e hábitos saudáveis. A indicação e a dose correta devem  sempre ser avaliadas por um profissional de saúde, considerando o histórico clínico e as  necessidades individuais de cada pessoa. 

Estilo de vida e acompanhamento profissional 

Além da alimentação balanceada, a prática regular de atividade física desempenha papel  essencial no controle dos triglicerídeos. Exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida,  ciclismo e natação, ajudam o organismo a utilizar a gordura acumulada como fonte de  energia. Indica-se realizar pelo menos 150 minutos semanais de atividades físicas  moderadas, associando, sempre que possível, exercícios de fortalecimento muscular. 
A redução ou suspensão do consumo de bebidas alcoólicas também é recomendado, já que  o álcool interfere na produção hepática de gorduras. Manter um peso corporal saudável e  controlar doenças associadas, como diabetes e alterações hormonais, são medidas  importantes para o sucesso do tratamento.

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