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Azedou o clima entre deputados abordando o biocombustível

Pimenta diz que Van Hattem ataca setor estratégico para o RS ao questionar avanço dos biocombustíveis

Laudir Dutra - Redação Publicado em 10 de junho de 2026 às 21:13
Azedou o clima entre deputados abordando o biocombustível
Fonte: Dorva Rezende, assessoria do deputado federal Paulo Pimenta Foto: Divulgação
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O líder do Governo Lula na Câmara dos Deputados, deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), criticou duramente o requerimento apresentado pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) que solicita esclarecimentos ao Ministério de Minas e Energia sobre a ampliação dos percentuais de biodiesel no diesel e de etanol anidro na gasolina. Para Pimenta, a medida representa um ataque a uma das cadeias produtivas mais importantes para a economia gaúcha e coloca o parlamentar em rota de colisão com os interesses do Rio Grande do Sul.

Segundo o líder governista, o fortalecimento dos biocombustíveis tem sido decisivo para gerar empregos, ampliar investimentos e criar novas oportunidades para produtores rurais, cooperativas e indústrias do estado. Pimenta destacou que o programa de incentivo ao biodiesel impulsionou a agregação de valor à produção agrícola, especialmente à cadeia da soja, além de contribuir para o crescimento da pecuária leiteira, da suinocultura e da avicultura por meio dos subprodutos gerados no processo industrial.

“Quando o Brasil discute os combustíveis do futuro e o Rio Grande do Sul lidera pesquisas, investimentos e produção no setor, é lamentável ver um parlamentar gaúcho atuar contra esse esforço. Questionar o avanço dos biocombustíveis significa atacar a indústria gaúcha, os produtores rurais e um projeto estratégico para o desenvolvimento nacional. Eu estou ao lado de quem produz, gera empregos e constrói soluções para o futuro do país”, afirmou Pimenta.

Contra os biocombustíveis desde 2024

O deputado lembrou ainda que Van Hattem já havia se posicionado contra o projeto Combustível do Futuro, aprovado pela Câmara dos Deputados em 2024 por ampla maioria. A proposta estabeleceu mecanismos de incentivo à produção de combustíveis renováveis e ampliou gradualmente a participação do biodiesel e do etanol na matriz energética nacional. Para Pimenta, enquanto as principais economias do mundo aceleram seus investimentos em fontes limpas de energia, setores da oposição insistem em tentar frear um processo considerado fundamental para a competitividade da indústria brasileira.

Pimenta também ressaltou que o governo do presidente Lula retomou a política de expansão do biodiesel após o programa ter sido desacelerado durante a gestão anterior. Segundo ele, a paralisação do avanço das misturas provocou prejuízos à indústria gaúcha, gerando capacidade ociosa e perda de competitividade. Com a retomada do programa, o percentual de biodiesel no diesel chegou a 15%, e o governo trabalha para avançar ainda mais nos próximos anos, fortalecendo a transição energética e reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.

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