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Caso Erika Januza e Arlindinho: Não é o swing que separa casais é a falta de conversa sobre ele

Enquanto o flagra de Arlindinho numa casa de swing vira polêmica, quem vive o estilo de vida liberal aponta o real problema: a ausência do diálogo

Laudir Dutra - Redação Publicado em 27 de julho de 2026 às 17:00
Caso Erika Januza e Arlindinho: Não é o swing que separa casais é a falta de conversa sobre ele
Fonte: Manuella Tavares Foto: Foto Freepik
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Quando um vídeo do cantor Arlindinho na entrada de uma casa de swing na Zona Sul do Rio de Janeiro circulou pelas redes sociais, a reação da atriz Erika Januza foi visível: arquivou as fotos ao lado do namorado, deu unfollow e publicou uma reflexão sobre resiliência. Para a internet, virou escândalo. Para quem pratica o estilo de vida liberal, o episódio levanta uma questão diferente: e se a conversa tivesse acontecido antes?

O caso acendeu um debate que muitos casais brasileiros reconhecem, mesmo que nunca tenham pisado numa casa de swing. Como trazer esse assunto à tona sem que pareça uma ameaça ao relacionamento? Para quem já fez esse caminho, a resposta começa muito antes da boate.

Combinado é diferente de permissão

Para os casais que adotam o estilo de vida liberal, as regras não vêm prontas, são construídas por cada casal, com base em compromisso, transparência e consentimento. Uma pesquisa recente realizada pelo Ysos, aplicativo voltado para encontros casuais, ménage e swing, revelou que para 64% dos usuários a preparação fundamental para qualquer experiência compartilhada é conversar muito. Outros 22% preferem um esquenta em casa antes de encontrar outras pessoas.

Entre os combinados considerados mais importantes por usuários do app estão: uso de preservativos, definição de limites e acordos sobre quem pode participar das experiências.

"Muitas vezes existe preconceito porque as pessoas conhecem apenas um modelo de relacionamento. O importante é conversar, alinhar expectativas e entender o que faz sentido para cada casal", diz Roberto*, 39 anos, usuário do Ysos há dois anos.

Quando a fantasia vira projeto de casal

Natalia e Bruno Iura são casados há mais de 17 anos. A primeira vez que entraram numa casa de swing foi num Dia dos Namorados, depois de pesquisar, conversar com amigos e alinhar expectativas. "Nós lemos muito a respeito, conversamos com uns amigos, pesquisamos sobre algumas casas e estávamos realmente muito curiosos", conta Natalia.

O combinado do casal é claro: não saem sozinhos com outras pessoas, mas dentro do mesmo ambiente, cada um tem liberdade para se relacionar com quem quiser. "O nosso relacionamento tem uma cumplicidade enorme, muito amor e respeito. Somos muito livres nessa questão."

Desejo não fala por si só

Para Gustavo Ferreira, head de marketing do Ysos, o caso da semana ilustra algo que o app vê com frequência: a diferença entre querer e conseguir conversar sobre isso. "Para alguns casais, amar também significa querer ver a pessoa que está ao seu lado feliz, mesmo quando essa felicidade inclui se relacionar com outras pessoas. Mas isso só funciona quando existe conversa e acordo entre os dois."

Ele explica que o aplicativo foi criado justamente para facilitar esse processo, oferecendo um espaço seguro e discreto para casais e pessoas que querem explorar o estilo de vida liberal com respeito e consentimento. 

Sobre o Ysos

O Ysos é o maior aplicativo brasileiro voltado para encontros casuais, pessoas interessadas em não monogamia, relacionamentos liberais e experiências a três. Criado em 2018, o aplicativo reúne mais de 2 milhões de usuários e conecta pessoas que buscam relacionamentos, novas experiências e conexões baseadas em afinidades e interesses em comum. A plataforma está disponível para Android e iOS e pode ser baixada na Play Store e na App Store.

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