No ano em que completa 95 anos, a Cooperativa Vinícola Garibaldi alcançou o melhor desempenho de sua trajetória na Avaliação Nacional de Vinhos. A vinícola teve dez amostras classificadas entre os 30% mais representativos da Safra 2026, resultado divulgado na 34ª edição, promovida pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), que neste ano celebra 50 anos de atuação. A divulgação ocorreu no dia 17 de outubro, em Bento Gonçalves.

Cooperativa Vinícola Garibaldi - Crédito Acervo pessoal
“Classificar dez vinhos entre os 30% mais representativos da safra é um marco histórico. Esse desempenho nos posiciona como um dos principais produtores de vinhos do país, e reforça nossa vocação para a elaboração de grandes espumantes e vinhos brancos, principalmente”, afirma o enólogo da Cooperativa Vinícola Garibaldi, Ricardo Morari. O resultado, que coloca a Cooperativa Vinícola Garibaldi entre as vinícolas com o maior número de amostras classificadas nesta edição, é fruto do trabalho de toda a equipe. “É o reconhecimento à dedicação dos cooperados que cultivam os vinhedos e do time de profissionais que acompanha cada etapa da elaboração”, destaca. O empenho contou ainda com uma colheita favorável na Serra Gaúcha. “A Safra 2026 foi uma das maiores, se não a maior, da história. Sabemos que vindimas desse tamanho são ainda mais desafiadoras, exigindo o máximo de cuidado desde o vinhedo até os processos de vinificação, o que torna este resultado na ANV ainda mais significativo e comemorado por toda a nossa equipe”, completa o enólogo.
Ao todo, 83 empresas de dez estados e do Distrito Federal inscreveram 558 amostras, analisadas às cegas por 109 enólogos entre 1º e 4 de setembro, no CIC-BG, em Bento Gonçalves. As notas, em escala de zero a 100 pontos, seguiram a ficha da Organização Internacional da Uva e do Vinho (OIV) e da União Internacional dos Enólogos, e apenas os 30% mais bem avaliados de cada categoria integram a seleção.
Diversidade nos brancos e espumantes
Na categoria Base Espumante, foram escolhidos dois lotes de Chardonnay e um corte de Chardonnay com Pinot Noir. Entre os brancos aromáticos, aparecem duas amostras de Pálava, uva de origem tcheca ainda pouco cultivada no Brasil, e um Sauvignon Blanc. Já no grupo dos brancos não aromáticos, a lista inclui Chardonnay, Alvarinho, Riesling Itálico e Viognier, todos colhidos em janeiro e fevereiro deste ano.
A Avaliação Nacional de Vinhos tem como propósito traçar o retrato de cada nova safra brasileira. Por isso, os vinhos são analisados ainda jovens, armazenados em tanques, barricas ou recém engarrafados, e o grupo selecionado funciona como referência da qualidade e da evolução da produção nacional naquele ano.
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