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Em sete anos, clínica de Caxias do Sul acompanha avanço da odontologia digital e mudança nas expectativas dos pacientes

Com cerca de 8 mil pacientes atendidos e mais de 10 mil implantes realizados, Benne Odonto mais que dobrou o volume de pacientes desde o início das atividades

Laudir Dutra - Redação Publicado em 24 de setembro de 2026 às 22:20
Em sete anos, clínica de Caxias do Sul acompanha avanço da odontologia digital e mudança nas expectativas dos pacientes
Fonte: Gustavo Tamagno Martins - Divina Informação Foto: Benne Odonto/Divulgação
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Em sete anos, a odontologia mudou dentro e fora dos consultórios. Recursos como escaneamento intraoral, tomografia 3D e planejamento digital passaram a ocupar espaço crescente na avaliação e definição dos tratamentos, enquanto o envelhecimento da população ampliou a discussão sobre preservação dos dentes, capacidade mastigatória e reabilitação oral de longo prazo.
Em sete anos, clínica de Caxias do Sul acompanha avanço da odontologia digital e mudança nas expectativas dos pacientes
Em Caxias do Sul, a Benne Odonto acompanhou essa transformação desde o início de suas atividades, em 2019. Nesse período, cerca de 8 mil pacientes passaram pela clínica, que atualmente registra em torno de 800 atendimentos por mês. O número de pacientes atendidos é hoje pouco mais que o dobro do registrado no primeiro ano.

A operação reúne atualmente 20 profissionais (nove colaboradores contratados e 11 cirurgiões-dentistas) e estima gerar ainda cerca de 40 postos de trabalho indiretos ligados a fornecedores e prestadores de serviços. Ao longo dos sete anos, foram realizados mais de 10 mil implantes dentários, de acordo com os registros da empresa.
Em sete anos, clínica de Caxias do Sul acompanha avanço da odontologia digital e mudança nas expectativas dos pacientes
Uma das mudanças mais perceptíveis entre a odontologia praticada em 2019 e a atual, conforme o cirurgião-dentista Edson Cardoso Junior, está no avanço do fluxo digital. Na clínica, a avaliação inicial pode reunir tomografia 3D, fotografias intraorais e escaneamento da boca para auxiliar na construção de um planejamento individualizado.

“A principal transformação foi a capacidade de fazer trabalhos cada vez mais previsíveis, personalizados e planejados. A tecnologia nos permite avaliar o paciente de maneira mais ampla e buscar tratamentos menos invasivos e pensados para ter longevidade”, afirma Edson, que está à frente da clínica junto com o cirurgião-dentista João Ricardo Valdemarca Frizzo.

O movimento de digitalização ultrapassa a odontologia privada. Em julho de 2026, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação de recursos como scanners intraorais, impressoras 3D e softwares aos Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias do SUS. A medida criou inclusive seis novos códigos de procedimentos ligados ao fluxo digital, indicando a expansão dessa tecnologia também na rede pública.

Na prática, a digitalização permite reunir diferentes informações antes da execução de procedimentos e simular etapas do tratamento. Para Edson, o avanço também representa uma mudança de abordagem: em vez de tratar exclusivamente uma necessidade pontual, cresce a possibilidade de avaliar de forma conjunta saúde bucal, função mastigatória, equilíbrio da mordida e aspectos estéticos.

“Quando falamos em reabilitação, não estamos falando somente de substituir um dente. Há situações em que é preciso tratar inflamações, recuperar a função mastigatória, reorganizar a mordida e, a partir disso, trabalhar a estética. O objetivo é pensar no resultado como um conjunto e também no que acontecerá com esse paciente daqui a dez ou 20 anos”, explica.

Envelhecimento coloca reabilitação oral no debate

A longevidade dos tratamentos ganha relevância diante do envelhecimento da população brasileira. Dados do mais recente levantamento nacional sobre saúde bucal mostram que a necessidade de reabilitação ainda é expressiva entre os idosos.

O SB Brasil 2023, realizado pelo Ministério da Saúde, identificou necessidade de algum tipo de prótese dentária em aproximadamente metade dos brasileiros examinados entre 65 e 74 anos. O levantamento é a pesquisa epidemiológica nacional mais recente sobre as condições de saúde bucal da população e avalia, entre outros indicadores, cárie, doenças periodontais, perda dentária e necessidade de próteses.

Outro dado mostra a dimensão do desafio: entre brasileiros de 65 a 74 anos, 50,15% utilizavam prótese total removível na arcada superior. Na Região Sul, o percentual chegava a 56,17%.

Para Cardoso Junior, esse cenário tende a fazer com que a odontologia esteja cada vez mais relacionada também à qualidade do envelhecimento.

“Durante muito tempo era quase naturalizado chegar à terceira idade perdendo dentes e utilizando próteses removíveis. Hoje temos mais recursos para trabalhar prevenção, manutenção dos dentes e, quando há perdas, diferentes possibilidades de reabilitação. A odontologia passa a fazer parte de uma discussão maior sobre envelhecer com saúde, conforto e segurança”, avalia.

Pacientes chegam de outras cidades e até do exterior

A ampliação do acesso à informação também alterou a relação dos pacientes com os tratamentos odontológicos. Na experiência da clínica, as redes sociais passaram a ser utilizadas tanto para divulgação do trabalho quanto para publicação de conteúdos educativos relacionados à saúde bucal.

Ao mesmo tempo, a circulação de informações e resultados de tratamentos amplia as expectativas de quem chega ao consultório. Segundo a equipe, isso torna a etapa de avaliação ainda mais importante para estabelecer o que é indicado para cada caso e diferenciar desejos estéticos de necessidades clínicas.

Nos sete anos de atuação, a Benne também passou a receber pacientes de diferentes municípios da Serra Gaúcha e de cidades como Porto Alegre, Novo Hamburgo e Florianópolis. Há ainda brasileiros que vivem no exterior e realizam tratamentos durante períodos no país, vindos de locais como Itália, Irlanda, Austrália, Reino Unido e Colômbia.

Atualmente, a Benne atua com procedimentos de reabilitação oral, implantes e próteses sobre implantes, ortodontia com aparelhos fixos e alinhadores, clínica geral, estética e harmonização facial.

Para os próximos anos, a avaliação dos profissionais é de que a odontologia deverá avançar na direção de procedimentos mais precisos, planejados e menos invasivos. A clínica também prevê ampliar sua presença na Serra Gaúcha, com a abertura de novas unidades na região.

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