Durante a Fenasoja 2026, que segue até o próximo domingo (10/05), no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson, em Santa Rosa, o espaço da Emater/RS-Ascar na Exporural apresenta ao público uma amostra de alguns dos temas trabalhados no cotidiano da Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters). Um deles é o incentivo ao cultivo e uso de plantas medicinais, aromáticas e condimentares, demonstrado por meio de canteiros organizados que permitem aos visitantes circular entre as espécies e conhecer suas características.
No local, extensionistas rurais orientam o público sobre formas de cultivo e utilização dessas plantas, cujas propriedades medicinais já contam com comprovação científica. Além do uso voltado à saúde, essas culturas também podem ser uma fonte de renda.
De acordo com a extensionista rural Solange Nedel Chitolina, a proposta busca estimular os agricultores a adotarem essas espécies no dia a dia. “A Emater incentiva as famílias a cultivar as plantas medicinais, aromáticas e condimentares, porque além das propriedades medicinais, serve também como uma fonte de renda”, afirma.
Os canteiros foram organizados por grupos, conforme os benefícios associados à saúde. Entre eles, estão plantas indicadas para dores, como manjericão e erva baleeira, muito procurada pelos visitantes, além de hortelã e guiné. Outro grupo reúne espécies com propriedades digestivas, como boldo, melissa, alfavaca, lorna e ora-pro-nóbis, também bastante demandado pelo público e que pode ser utilizada tanto na alimentação quanto em preparações como chás e molhos.
Há ainda o espaço dedicado às plantas condimentares e aromáticas, com exemplares como açafrão, tomilho, alecrim, alfazema, sálvia, manjerona, manjericão e alfavaca, esta última destacada pelo uso culinário, especialmente no preparo de peixes. Já no grupo das plantas com efeito calmante, aparecem espécies como cidreira e stévia.
Para problemas respiratórios, os visitantes encontram plantas como cordão de frade, bastante comum no interior da região de Santa Rosa, além de alecrim, poejo e pulmonária. Conforme explica a extensionista, algumas espécies aparecem em mais de um grupo devido à diversidade de propriedades. “Vocês podem encontrar também algumas plantas que estão em mais de um grupo, porque é benéfico contra outros tipos de males ou têm aptidões de uso diversas”, observa.
Mas fica o alerta de que o uso dessas plantas deve ocorrer de forma complementar aos cuidados de saúde. A orientação é que, diante de qualquer problema, se deve sempre buscar atendimento nos serviços especializados e seguir as recomendações de profissionais da medicina, utilizando as plantas medicinais como um auxílio no cuidado com o corpo.
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