Os estudantes da terceira série do Ensino Médio do Colégio Madre Imilda, Isabelle Lucena de Godoy, Laura Dalla Vecchia Pedroni e Rafael Bender Guisolfo, sob a orientação e o acompanhamento da professora e doutora Luiza Pereira Dartora, venceram a primeira edição do Sateliot Impact Challenge 2026. A iniciativa educacional global envolveu no Brasil a formação de 100 professores, 1.200 alunos e 40 projetos inscritos, tendo sido desenvolvida pela operadora de satélites Sateliot em parceria com a UNESCO, por meio da Global Education Coalition. O programa foi desenhado como uma maratona de inovação e capacitação em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), Internet das Coisas (IoT) e empreendedorismo em comunidades vulneráveis, começando pelo Brasil.

Rafael e professora Luiza - Fabiane Miguel
Um dos objetivos da premiação é incentivar jovens a criarem propostas práticas para resolver problemas reais de suas comunidades locais. Outro foco é a inclusão digital, buscando reduzir a exclusão tecnológica ao usar a infraestrutura e a missão da Sateliot ligada a redes de conectividade e satélites 5G. O prêmio nacional garante a participação dos estudantes de Caxias do Sul, idealizador do projeto Latitude 30, no Hackathon Barcelona 2026, que será em Barcelona, na Espanha. Durante essa semana, a equipe viverá uma experiência na sede da Sateliot, tendo a oportunidade de aprimorar o projeto com os especialistas, apresentar suas propostas de impacto comunitário no Demo Day final recebendo apoio e visibilidade internacional, além de visitas em empresas.

O projeto dos estudantes foi escolhido pelo júri especialmente pela pertinência do desafio — nascido da experiência das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul — e pela clareza com que a equipe integrou a conectividade satelital IoT a uma solução com impacto real para a comunidade.
“Nosso projeto consiste em uma rede integrada de sensores capazes de monitorar parâmetros ambientais, como o nível da água dos rios, o volume de chuva e a umidade do solo e do ar. Combinando esses dados à comunicação via satélite e a uma plataforma digital, buscamos facilitar o acompanhamento das condições ambientais e contribuir para a identificação de possíveis situações de risco. Nosso propósito é unir conhecimento, criatividade e tecnologia para ajudar a proteger comunidades. O nome Latitude 30 representa o paralelo 30° Sul, que atravessa o Rio Grande do Sul. Queríamos valorizar nossas origens sem limitar o alcance do projeto, pois sabemos que os desafios relacionados às enchentes e aos eventos climáticos extremos ultrapassam fronteiras”, explica a estudante Laura Dalla Vecchia Pedroni.
Conforme a orientadora, Luiza Dartora, ao longo do desenvolvimento, a equipe percorreu diferentes etapas de pesquisa, contou com o apoio de Inteligência Artificial, realizou análise de dados e elaborou matrizes de gerenciamento de projetos orientadas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Laura conta que, quando receberam a notícia de que haviam vencido o Sateliot Impact Challenge e que viajariam a Barcelona, ficaram eufóricos. “Percebemos que uma ideia que surgiu dentro de uma sala de aula havia alcançado proporções que jamais imaginávamos. Agora, nossas expectativas para a viagem são enormes. Queremos aprender com especialistas, conhecer novas possibilidades para o desenvolvimento do Latitude 30 e compartilhar nossa ideia com pessoas de diferentes lugares”. E conclui: “Mais do que representar nosso projeto e nossa escola, temos orgulho de representar o Rio Grande do Sul, um estado que, mesmo diante de uma das maiores tragédias de sua história, demonstrou uma enorme capacidade de resiliência, reconstrução e união. Ver o povo gaúcho se reerguer e seguir em frente nos inspira a desenvolver uma solução que possa contribuir para prevenir novos desastres e proteger vidas. Esperamos que essa experiência em Barcelona seja mais um passo para transformar nossa ideia em uma solução capaz de gerar impacto real na sociedade.”
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