Jornal Ponto Inicial

Fecomércio-RS apresenta resultados da segunda edição da Sondagem do Segmento Atacadista de 2026

A Fecomércio-RS lançou a segunda rodada anual da Sondagem do Segmento Atacadista.

Laudir Dutra - Redação Publicado em 16 de outubro de 2026 às 11:36
Fecomércio-RS apresenta resultados da segunda edição da Sondagem do Segmento Atacadista de 2026
Fonte: Imprensa Senac - Camejo, Estratégia em Comunicação Foto: Divulgação
Publicidade
Os dados coletados junto a gestores de estabelecimentos do ramo atacadista permitem captar as principais percepções desses tomadores de decisão, evidenciando o cenário atual do segmento. A sondagem foi realizada entre os dias 31/08 e 15/09, entrevistando 385 estabelecimentos selecionados aleatoriamente no estado do RS.

Em 62,8% dos casos os empresários classificam a situação financeira de suas empresas como boa ou muito boa, enquanto apenas 6,5% a consideram ruim ou muito ruim. O cenário é diferente quando o foco são as vendas: 65,4,% avaliam o desempenho dos últimos seis meses como regular ou ruim e 58,2% afirmam que as vendas não atingiram suas expectativas. “A sondagem do setor atacadista desse segundo semestre mostra que, apesar da maior parte das empresas avaliar positivamente sua situação financeira, o desempenho recente das vendas ficou abaixo das expectativas de boa parte dos empresários. Isso mostra que estamos diante de uma conjuntura desafiadora para a manutenção da saúde financeira das empresas no médio prazo” comentou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn. A pressão sobre os custos sobre os preços praticados ajuda a explicar a dinâmica das vendas. Em 87,5% dos casos os estabelecimentos registraram aumento nos custos das mercadorias nos últimos seis meses. 

Entre os principais desafios apontados pelos empresários, a carga tributária aparece com ampla vantagem, citada por 64,9% dos entrevistados. No ambiente interno, o principal obstáculo é o planejamento estratégico, mencionado por 40,3%, seguido pela gestão de equipes, com 31,9%. Apesar das dificuldades, as perspectivas para os próprios negócios são mais positivas do que a percepção sobre a economia. Para 42,3% a projeção de vendas é de que melhorem nos próximos seis meses, enquanto 41,3% projetam estabilidade. Já em relação à economia brasileira, apenas 21,0% esperam melhora, e 42,6% preveem alguma piora.

O comportamento esperado para os próximos meses, contudo, ainda é de cautela. Mais da metade das empresas (57,4%) não pretende realizar investimentos nos próximos seis meses, embora apenas 8,6% esperem reduzir o número de pessoas trabalhando.

Outro ponto de atenção é a adaptação à reforma tributária. Apenas 34,0% dos empresários afirmam ter realizado todas as adaptações com facilidade. Outros 25,7% ainda não concluíram todas as adaptações, enquanto 20,5% conseguiram realizar todas, mas enfrentaram dificuldades durante o processo. Além disso, 8,8% ainda não realizaram nenhuma adaptação e 10,9% não sabem quais adaptações devem ser feitas.

Também vale destacar a percepção dos empresários sobre as possíveis mudanças na jornada de trabalho. Entre os entrevistados, 42,1% afirmam que o provável fim da escala 6x1 impactaria negativamente o negócio. Já em relação à redução da jornada de 44 para 42 horas semanais e, posteriormente, para 40 horas, a percepção é mais sensível: 60,8% acreditam que a mudança impactaria negativamente seus negócios. Confira a Sondagem completa.

O que achou desta notícia?

Sua opinião é fundamental para nosso jornalismo.

Leia Também

Comentários

Carregando comentários...

Publicidade Publicidade