Mulheres deixam de adotar sobrenome dos maridos no casamento no Rio Grande do Sul
Mulheres deixam de adotar sobrenome dos maridos no casamento no Rio Grande do Sul
Levantamento inédito dos Cartórios de Registro Civil do Rio Grande do Sul mostra que no último ano as mulheres só adotaram o sobrenome do marido em 28% dos matrimônios
Uma revolução silenciosa tem sido verificada ao longo dos últimos anos no relacionamento entre homens e mulheres e consequentemente no ambiente familiar no Rio Grande do Sul. Dados levantados pelos Cartórios de Registro Civil mostram que no último ano apenas em 28,6% dos casamentos realizados a mulher adotou o sobrenome do marido, o terceiro menor número percentual desde a edição do Código Civil de 2003, quando isso ocorria em 41% dos matrimônios.
Em números absolutos, em 2024 foram realizados 36.761 casamentos no Rio Grande do Sul, sendo que em apenas 10.536 a mulher adotou o sobrenome do marido. Em 2003, este número totalizava 13.967 adoções de sobrenome dos maridos pelas mulheres dentre um total de 33.686 casamentos.
Os dados compilados pela Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Rio Grande do Sul (Arpen/RS), com base nos dados lançados pelos mais de 400 Cartórios do estado na Central Nacional de Informações do Registro Civil (CRC Nacional) traduzem um novo momento da sociedade, explica o presidente da entidade, Sidnei Hofer Birmann.
“A realidade social de hoje pouco se assemelha àquela do início dos anos 2000, e o avanço da presença feminina em diferentes esferas é notável”, observa. “Apesar de persistirem desafios quanto à ocupação plena dos espaços pelas mulheres, é evidente que elas ampliaram sua autonomia, inclusive nas relações afetivas. A decisão de não adotar o sobrenome do cônjuge reflete essa independência e tem se tornado uma escolha cada vez mais frequente”, acrescenta.
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