O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo Lula na Câmara e pré-candidato ao Senado, defendeu nesta segunda-feira (20), durante debate promovido pela Fecomércio-RS entre os postulantes à vaga no Senado Federal, que o Rio Grande do Sul precisa de representantes que conheçam profundamente a realidade do Estado e tenham capacidade de construir soluções em Brasília. "Para ser um senador do Rio Grande, em primeiro lugar, é preciso conhecer o Rio Grande do Sul. Em segundo lugar, é preciso conhecer Brasília", afirmou.

Ao recordar sua atuação como ministro extraordinário da Reconstrução, destacou que a união entre governos, municípios e iniciativa privada foi decisiva para enfrentar a maior tragédia climática da história do Estado. "Nós conseguimos resultados extraordinários, porque trabalhamos juntos. Governo federal, governo do Estado, prefeituras e setores empresariais. Quando a gente trabalha junto, quem ganha é o povo gaúcho." Pimenta também celebrou a publicação da Medida Provisória nº 1.376, que permitirá a renegociação de mais de R$ 100 bilhões em dívidas dos produtores rurais, classificando a iniciativa como resultado do diálogo entre governo, produtores e parlamento.
Modernização da infraestrutura logística
Ao abordar os desafios para o desenvolvimento econômico do Estado, Pimenta afirmou que a principal prioridade deve ser a modernização da infraestrutura logística gaúcha. Falou dos investimentos federais na conclusão da duplicação da BR-116 até Pelotas, da segunda ponte do Guaíba, do projeto de extensão da BR-448 até Estância Velha e da nova ligação entre Triunfo e São Jerônimo, além dos investimentos em aeroportos regionais, hidrovias e na Malha Sul Ferroviária. "Acredito que esta é a pauta prioritária", declarou, ressaltando que essas obras reduzirão custos, ampliarão a competitividade das empresas e fortalecerão as exportações gaúchas.
O pré-candidato ao Senado também defendeu uma atuação política voltada à construção de consensos e ao fortalecimento das instituições democráticas. "Eu não pretendo ser senador para aumentar a tensão, para aumentar a polarização ou alimentar o discurso de ódio e intolerância. Nós precisamos virar essa página", afirmou. Pimenta destacou ainda que o país deve enfrentar privilégios no serviço público, lembrando o projeto de lei de sua autoria que acaba com os supersalários. "Nós temos que enfrentar essa lógica dos privilégios que corrói os recursos públicos", disse. Ao tratar da economia, apontou a elevada taxa de juros como um dos maiores obstáculos ao crescimento do país. "Esse é o principal fator que dificulta o desenvolvimento do nosso país", afirmou, defendendo juros mais baixos para estimular investimentos, crédito e geração de empregos.
Valorização da dignidade dos trabalhadores
Na parte final do debate, Pimenta reafirmou seu apoio ao fim da escala de trabalho 6x1, classificando a proposta como uma medida de valorização da dignidade dos trabalhadores. "Eu vou votar a favor do fim da escala 6x1, porque acredito que essa é uma questão de dignidade", declarou. Ao encerrar sua participação, reforçou que pretende representar todos os gaúchos no Senado, independentemente de diferenças partidárias. "Eu sou do PT, mas vou ser um senador de todos os gaúchos e gaúchas", afirmou.
Para Pimenta, o futuro do Rio Grande do Sul passa pela ampliação das oportunidades, pelo fortalecimento da educação, da saúde, da geração de empregos e pela superação dos discursos de ódio. "É sobre isso que nós queremos falar: um país mais justo, um Rio Grande mais justo, mais forte e que dê oportunidade para o nosso povo viver com dignidade, justiça e solidariedade."
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