Em períodos de provas decisivas e em meio à pressão por desempenho, milhares de vestibulandos mergulham em rotinas exaustivas de estudo, acreditando que quanto maior o número de horas dedicadas aos conteúdos, maiores serão as chances de aprovação. O problema é que o cérebro humano tem limites — e ignorá-los pode transformar esforço em desgaste. Estudos da psicologia e da educação apontam que longos períodos ininterruptos de estudo diminuem a capacidade de concentração, prejudicam a retenção de informações e reduzem a qualidade do raciocínio, especialmente em uma era marcada pelo excesso de estímulos digitais.
Segundo o professor do curso de Pedagogia da Estácio, doutor e mestre em Educação, Octavio Neto, aprender não depende apenas da quantidade de tempo investida nos estudos, mas principalmente da forma como esse tempo é organizado. Ele explica que o cérebro começa a apresentar sinais de fadiga cognitiva após períodos prolongados de esforço mental contínuo. “Hoje sabemos, a partir de diferentes estudos da psicologia e da educação, que aprender não depende apenas de quanto tempo se estuda, mas de como esse tempo é organizado. Quando uma pessoa passa muitas horas seguidas estudando, o cérebro começa a apresentar sinais de fadiga cognitiva”, afirma.
De acordo com o educador, a chamada memória de trabalho — responsável pelo processamento das informações — possui capacidade limitada. Depois de aproximadamente uma hora ou uma hora e meia de estudo contínuo, ocorre uma queda significativa na atenção e na capacidade de retenção do conteúdo. Nesse cenário, insistir em permanecer horas seguidas diante do material pode gerar um efeito contrário ao desejado. “Pesquisas mostram que o esforço mental prolongado reduz a qualidade do raciocínio. Por isso, estratégias como pausas, intervalos e revisões espaçadas são mais eficazes do que longas horas ininterruptas de estudo”, explica.
O alerta ganha ainda mais relevância diante da realidade contemporânea. Entre vídeos curtos, notificações constantes, redes sociais e múltiplas telas, estudantes convivem diariamente com disputas intensas pela atenção. Para especialistas em educação, esse ambiente digital contribui para a dispersão e dificulta a aprendizagem profunda.
Além do tempo dedicado aos estudos, outra questão recorrente entre vestibulandos envolve os formatos utilizados para aprender. Videoaulas, podcasts, leituras, resumos escritos e mapas mentais se multiplicam como alternativas para potencializar o desempenho acadêmico. E, segundo o coordenador, diversificar os métodos pode, sim, favorecer a aprendizagem — desde que o estudante participe ativamente do processo. “Aprender exige mais do que receber informação. É preciso desenvolver capacidade interpretativa e crítica para transformar informações em conhecimento”, destaca.
Ele explica que diferentes linguagens ativam canais distintos do cérebro, como os sistemas visual e verbal, o que amplia as possibilidades de compreensão. No entanto, faz um alerta para o excesso de estímulos e para o consumo passivo de conteúdos digitais. “Na prática, o que se observa hoje, principalmente na educação digital, é que muitos estudantes consomem vídeos e aulas sem interação, criando uma falsa sensação de aprendizagem. E isso não é aprendizagem”, ressalta.
Nesse contexto, práticas consideradas mais ativas continuam fundamentais. Escrever com as próprias palavras, explicar conteúdos, resolver exercícios e revisar o que foi aprendido ajudam a consolidar o conhecimento porque exigem maior elaboração cognitiva.
O educador também reforça que aprender, na contemporaneidade, envolve muito mais do que decorar conteúdos para uma prova. Para ele, o processo educativo deve contribuir para a formação de indivíduos críticos e conscientes do papel que ocupam na sociedade. “Aprender bem não está relacionado apenas a estudar mais ou usar muitas ferramentas, mas a estudar com intencionalidade, respeitando o funcionamento do cérebro e participando ativamente do próprio processo de aprendizagem”, afirma.
Uso consciente e estruturado
Além de intercalar momentos de estudo e pausa, o docente do curso de Pedagogia da Estácio, Octavio Netto, destaca que o uso da tecnologia também pode contribuir para a concentração e a organização da rotina de preparação para o Enem, desde que seja feito de maneira estruturada. Segundo o professor, reunir os materiais em um único ambiente ajuda a reduzir a dispersão, estabelecer objetivos e acompanhar o desempenho. “O uso estruturado de recursos tecnológicos facilita a concentração porque organiza os estudos em um único ambiente, reduzindo a dispersão e definindo objetivos claros para os estudos”, afirma.
Para ele, plataformas como o Enem Action, que oferecem videoaulas, exercícios, simulados e conteúdo de redação, podem ajudar o estudante a planejar os estudos, identificar dificuldades e otimizar o tempo. “Dessa forma, a tecnologia deixa de ser uma fonte de distração e passa a ser uma ferramenta de foco, organização e aprendizagem”, completa.
Com mais de 10 anos de atuação, o Enem Action oferece um ecossistema completo e gratuito de preparação para o Enem que já beneficiou cerca de 1 milhão de estudantes por meio de ações digitais e presenciais. Para conhecer a plataforma basta acessar o site: enemaction.com.br . Entre os principais recursos está o Corrige EA, ferramenta de avaliação de redação com inteligência artificial que permite ao estudante praticar com os cinco últimos temas do Enem e receber, em poucos minutos, uma nota estimada de 0 a 1000, baseada nas cinco competências avaliadas no exame. A ferramenta também aponta pontos fortes e aspectos que precisam ser aprimorados, ajudando o candidato a acompanhar sua evolução durante a preparação.
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