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Quatro teses da Unesp vencem premiação da Capes e outras quatro se destacam com menção honrosa

Estudos põem em evidência a internacionalização e a inovação presentes nos programas de pós-graduação da Universidade; teses vencedoras são das áreas de ciências agrárias, ciências biológicas, ensino e farmácia e concorrem ao Grande Prêmio Capes de Tese

Laudir Dutra - Redação Publicado em 10 de setembro de 2026 às 21:01
Quatro teses da Unesp vencem premiação da Capes e outras quatro se destacam com menção honrosa
Fonte: Unesp Foto: Equipe de Arte / ACI Unesp
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Quatro teses de doutorado defendidas na Unesp venceram a edição de 2026 do Prêmio Capes de Tese. Defendidos no ano passado em programas de pós-graduação com sede nos câmpus de Araraquara, Botucatu e Rio Claro, os trabalhos de doutoramento vencedores são das áreas de ciências agrárias, ciências biológicas, ensino e farmácia. Além deles, outras quatro teses da Unesp receberam menções honrosas na premiação, nas áreas de biodiversidade, ciência de alimentos, computação e medicina. 

Organizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), um dos pilares para a formação de recursos humanos aptos à pesquisa científica no país, a premiação é o principal reconhecimento conferido aos egressos do sistema nacional de pós-graduação, destacando anualmente estudos originais e com potencial de contribuição social nas 50 áreas de avaliação dos programas de pós-graduação reconhecidos pela Capes.

“Esta premiação celebra o grande avanço da qualidade da pós-graduação da Unesp nos últimos anos, reconhecida na última avaliação quadrienal da Capes, onde 81% dos programas com sede na Unesp conquistaram a excelência, com notas 5, 6 e 7”, diz a pró-reitora de pós-graduação Maria Valnice Boldrin. “É uma conquista, fruto de um trabalho de formação diferenciada, de parcerias, internacionalização e pesquisa inovadora”, comentou a pró-reitora.

Vencedora na área de Farmácia, a tese de autoria de Cesar Augusto Roque Borda foi desenvolvida em cotutela com a Universidade de Lisboa. O trabalho do pesquisador reforça o potencial dos peptídeos antimicrobianos associados a sistemas avançados de liberação de fármacos, por meio de aplicações nanotecnológicas, como plataformas terapêuticas promissoras para o desenvolvimento futuro de estratégias voltadas ao enfrentamento da tuberculose e de outras infecções bacterianas resistentes.

“A tese do Cesar nasce da necessidade da pesquisa e busca de novos tratamentos para a tuberculose, que é uma das doenças mais letais e que acomete principalmente a população mais carente. Os peptídeos antimicrobianos são uma forma muito moderna e atual de novas terapias”, diz o professor Fernando Pavan, orientador da tese.

Vencedor da área de Ensino, o trabalho da professora Carolina Higuita Ramirez teve como base uma pesquisa realizada sobre a cultura indígena Nasa, ligada a comunidades da Colômbia, país natal da autora do trabalho. A tese, defendida no programa de pós-graduação em educação matemática, problematiza as possibilidades de aprendizado matemático das crianças Nasa levando em consideração orientações culturais, espirituais e organizacionais específicas desta população indígena. 

No campo das ciências agrárias, a tese de Gustavo Roberto Fonseca de Oliveira se destacou ao inovar no estudo das sementes de amendoim, utilizando abordagens variadas durante a pesquisa com o objetivo de obter sementes de qualidade superior com apoio tecnológico. Entre outros resultados, a tese deu origem à primeira Tabela de Maturação do Amendoim, ferramenta pensada para auxiliar na tomada de decisão sobre o momento adequado da colheita de sementes e grãos com qualidade superior.

“Ter a oportunidade de trabalhar com uma cultura tão desafiadora como a do amendoim me possibilitou criar métodos, integrar novas disciplinas de pesquisa para além da agronomia, testar perguntas e buscar soluções”, afirma o autor.

Na área de Ciências Biológicas, a tese de autoria da bióloga Mariana de Oliveira Barcoto venceu em sua categoria ao mergulhar no universo das formigas que cultivam fungos como recurso nutricional. 

O estudo enfocou como a comunidade microbiana composta por bactérias, leveduras e fungos filamentosos, presente nas colônias de saúva-limão (principal formiga-cortadeira de folhas do Brasil), responde ao variar o substrato vegetal oferecido às formigas e concluiu que este jardim microbiano pode apresentar rotas metabólicas úteis para futuros desafios ambientais. 

Todas as teses vencedoras estão concorrendo ao Grande Prêmio Capes de Tese, que vai destacar três trabalhos por conjunto de áreas de avaliação (Ciências da Vida; Humanidades; e Exatas, Tecnológicas e Multidisciplinar). O resultado será publicado até o final de outubro. A solenidade de premiação está agendada para 12 de novembro na cidade de Recife (PE).

Leia a notícia completa no portal da Unesp.

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