7/1, Dia do Leitor | 20 livros indispensáveis que você deveria ler
7/1, Dia do Leitor | 20 livros indispensáveis que você deveria ler
Confira uma seleção de livros essenciais, de autores nacionais e internacionais, para estimular o repertório, o pensamento crítico e o prazer da leitura em todas as idades
São Paulo – Em 7 de janeiro é comemorado o Dia do Leitor, data que reforça o poder transformador que a leitura exerce na formação intelectual, emocional e crítica dos indivíduos. Ler amplia repertórios, fortalece a compreensão do mundo e cria oportunidades de conexão com diferentes culturas, épocas e perspectivas.Segundo Renata Lima, coordenadora pedagógica da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP), cultivar o hábito da leitura desde cedo é uma das escolhas mais potentes para o desenvolvimento ao longo da vida. “Ler é uma forma de construir autonomia porque amplia o repertório simbólico e oferece instrumentos para nomear, organizar e questionar o mundo. É pela linguagem que o pensamento ganha densidade, que a empatia se complexifica e que o sujeito aprende a transitar entre diferentes perspectivas. Quanto mais cedo esse vínculo com a leitura se consolida, maior a possibilidade de formar leitores capazes de sustentar aprendizagens ao longo da vida”, afirma.
Para marcar a celebração, a docente seleciona 20 obras essenciais, brasileiras e estrangeiras, que atravessaram gerações e continuam indispensáveis para quem deseja compreender melhor a literatura e a própria condição humana.
Uma das obras mais célebres de Clarice Lispector (Ucrânia, 1920 – Rio de Janeiro, 1977), A hora da estrela conta a história da nordestina Macabéa, uma mulher miserável, que mal tem consciência de existir. Depois de perder seu único elo com o mundo, uma velha tia, ela viaja para o Rio, onde aluga um quarto, se emprega como datilógrafa e gasta suas horas ouvindo a Rádio Relógio. Apaixona-se, então, por Olímpico de Jesus, um metalúrgico nordestino, que logo a trai com uma colega de trabalho. Desesperada, Macabéa consulta uma cartomante, que lhe prevê um futuro luminoso, bem diferente do que a espera.
A obra de Rachel de Queiroz (Fortaleza, 1910 – Rio de Janeiro, 2003) conta a história de três amigas inseparáveis, da infância em um colégio de freiras à vida adulta. Maria da Glória dedicou-se à maternidade e à família; Maria José, sempre devota, voltou a morar com a mãe e virou professora; e Maria Augusta, diferente das amigas, determinou-se a construir o próprio caminho: trabalhou como datilógrafa em Fortaleza e, lá, apaixonou-se. As Três Marias retrata o processo de ajustamento ao mundo pelos olhos das meninas e convida o leitor a acompanhá-las desde os medos e as incertezas da juventude até o amadurecimento. Assim, a autora vai mais fundo na perspectiva social e na agudeza da observação psicológica.
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