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Caxias é referência internacional em Justiça Restaurativa

Evento realizado no Fórum reuniu Kay Pranis, maior autoridade mundial em Círculos de Construção de Paz, e referências nacionais da área

Laudir Dutra - Redação Publicado em 05 de maro de 2026 às 17:40
Fonte: Assessoria de Imprensa - SMASC Foto: Fotos Flávio Jeske
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O Fórum de Caxias do Sul foi palco ontem, terça-feira (24/02) de um encontro estratégico que posicionou o município como protagonista no debate sobre métodos de pacificação social. O evento de Justiça Restaurativa (JR) foi promovido pelo Programa Municipal de Justiça Restaurativa, vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SMASC), em conjunto com o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) Regional. A atividade reuniu especialistas, acadêmicos e operadores do Direito para discutir a redução de conflitos e a construção de uma cultura de paz.
Caxias é referência internacional em Justiça Restaurativa
O ponto alto da programação foi a participação da escritora e conferencista norte-americana Kay Pranis. Reconhecida como a maior autoridade global em Círculos de Construção de Paz, Pranis é autora de obras seminais como “No Coração da Esperança” e “Círculos em Movimento”. Sua metodologia é hoje o alicerce para práticas restaurativas aplicadas em sistemas judiciários, escolas e comunidades em diversos países.

O painel de palestrantes também contou com nomes de peso do cenário brasileiro

- Leoberto Brancher: magistrado pioneiro e uma das vozes mais respeitadas na implementação da Justiça Restaurativa no Brasil.
- Fátima De Bastiani: docente da AJURIS e professora no Center for Restorative Justice da Suffolk University, que trouxe ao debate uma perspectiva técnica e prática de relevância internacional.
Caxias é referência internacional em Justiça Restaurativa
Para o juiz coordenador do CEJUSC Regional Caxias do Sul, Darlan Élis de Borba e Rocha, o encontro simboliza o amadurecimento das práticas locais. “O evento foi não apenas uma oportunidade única de aprendizado, mas também uma mostra do caminho que vem sendo trilhado”, destacou o magistrado.

Segundo Rocha, a essência da Justiça Restaurativa reside na humanização dos processos. “Ela nos convida a olhar além do conflito, enxergando as pessoas em sua integralidade, com suas histórias, suas dores e suas possibilidades de transformação”, concluiu.

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