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Dia Mundial do Ceratocone reforça a importância do diagnóstico precoce

Dia Mundial do Ceratocone reforça a importância do diagnóstico precoce

Redação Ponto Inicial Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 00:00
Fonte: www.jornalpontoinicial.com.br Foto: Divulgação
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Oftalmologista do Grupo São Pietro alerta para a doença silenciosa, principal causa de transplante de córnea no Brasil O ceratocone, principal causa de transplante de córnea no Brasil, atinge silenciosamente milhares de jovens todos os anos. Seus impactos ganham destaque no dia 10 de novembro, data em que é celebrado o Dia Mundial do Ceratocone. Estima-se que, a cada 100 mil pessoas no mundo, entre 4 e 600 delas desenvolvam a doença. Trata-se de uma condição oftalmológica sem cura, mas que, quando diagnosticada precocemente, pode ser controlada, preservando e melhorando a visão. Com maior incidência entre jovens de 13 a 18 anos, o ceratocone está relacionado a lesões oculares, fatores genéticos e hereditários. O histórico familiar está presente em 6% a 8% dos casos, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). A condição é uma degeneração contínua e progressiva que afeta a córnea, tornando-a mais fina e menos resistente.  O oftalmologista do Grupo São Pietro, Dr. Felipe Nicola, explica que a doença costuma se manifestar na infância, adolescência e início da vida adulta, especialmente entre pessoas com histórico de asma, rinite ou outras atopias. “A coceira frequente nos olhos, os episódios de conjuntivite e o olho seco aumentam o atrito e a pressão sobre a córnea, provocando alterações em sua espessura e formato”, explica. Apesar das campanhas de conscientização, o ceratocone ainda é uma condição pouco conhecida pela população. De acordo com Nicola, os primeiros sinais geralmente são confundidos com miopia ou astigmatismo, já que os sintomas iniciais tendem a passar despercebidos. “O paciente acredita que precisa apenas trocar o grau dos óculos, quando, na verdade, o problema está na deformação da córnea. O diagnóstico precoce é fundamental, pois os estágios iniciais são os melhores momentos para o tratamento”, destaca o especialista.

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