Geralmente a gente escreve um dia antes aquele textão para reverenciar e despejar todo nosso sentimento sobre aquela que todos os dias nos acode, protege, ensina, mima, acarinha e diz verdades que só ela pode, que só ela permitimos sem nada contestar, simplesmente baixa a cabeça e ouve resignado.
As matrizes de todas as vidas, sem ela nada existiria, só elas têm o dom de gerar vidas, por isso que existe um lugar comum e uma espécie de mantra: MÃE É MÃE!
Através delas a gente tem um horizonte de possibilidades, pois aceitam sim as nossas condições, as nossas escolhas, o nosso destino, nossas falhas e até ofensas que num momento de raiva, acabamos por proferir.
Mesmo que alguns seres insistem em acabar com as matrizes, matando-as, diminuindo-as e calando suas vozes com todo tipo de violência, mesmo assim elas são aqueles seres resignados que mesmo não encontrando forças para se defender, ainda resistem e insistem na condição de MATRIZ.
Todas as mulheres são matrizes, quando nascem quase todas têm o sonho de um dia ser mãe. O mais legal de tudo e o que lhes dá segurança e certeza é saber que só elas têm esse dom, que são capazes e estão preparadas para desempenhar o papel principal de uma história de amor, carinho e acolhimento.
Ontem dia 9 de maio foi o aniversário da minha mãe que nos deixou há mais de uma década e mesmo que o tempo vai colocando mais tempo desde a sua partida, confesso que ainda não me acostumo com a ideia de que não tenho mais ela por aqui. Talvez olhando para dentro de uma matéria que não domino chamada espiritismo, posso me confortar de alguma maneira na esperança de que um dia a gente vai se reencontrar e talvez, só talvez, possamos nos abraçar e falar sobre saudade, ausência e gratidão!
By Laudir Dutra
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