Uma das principais revoluções da medicina moderna, o teste genético, alcançou o universo pet em 14 de julho de 2004, quando o National Institutes of Health anunciou que a boxer Tasha foi o primeiro cão a ter seu genoma completamente sequenciado. Desde então, os testes de DNA em cães e gatos evoluíram significativamente. Hoje, além de identificar raças, eles revelam predisposições de doenças, possível intolerância a medicamentos e outros dados valiosos com o objetivo de proporcionar mais saúde, bem-estar e longevidade.
“O exame de DNA indica riscos oncológicos e de outras inúmeras doenças, como cardiopatias, catarata, obesidade e diabetes, além de sensibilidade a medicamentos e tendência a sangramento. Com essas informações, é possível adotar medidas preventivas, ajustar a alimentação e o estilo de vida do pet, planejar intervenções médicas e tratamentos personalizados”, esclarece Denise Terenzi, professora de Medicina Veterinária da Estácio.
São importantes avanços da ciência que permitem entender melhor as características individuais do animalzinho, com foco na prevenção e cuidado contínuo. “Os testes estimam perfis comportamentais e físicos que ajudam a compreender as necessidades específicas do pet. Eles também informam a ancestralidade entre mais de 250 raças, o que ajuda na escolha do ambiente mais adequado, o tipo de alimentação ideal e até a descobrir a brincadeira que ele tende a gostar mais”, informa Denise Terenzi.
De acordo com a médica veterinária, a coleta da amostra de DNA é um processo indolor, simples e seguro. “O procedimento pode ser feito em casa, com o auxílio de um swab (cotonete), utilizado para coletar amostras da saliva e de células da gengiva”, finaliza.
Carregando comentários...