A Cooperativa Vinícola Garibaldi escolheu a ProWine São Paulo para colocar em evidência o Vinhas Vivas, destaque entre as novidades que a marca preparou para esta edição. Vinho leve e com pequena efervescência, carrega no nome a história de gerações dedicadas à terra, em homenagem à essência do cooperativismo e ao legado das famílias viticultoras. O Vinhas Vivas representa a expressão máxima do frescor que floresce nos vinhedos da Serra Gaúcha. Elaborado a partir das variedades italianas Trebbiano e Prosecco, o rótulo oferece uma experiência vibrante e equilibrada, na qual a acidez refrescante encontra um delicado toque adocicado.

Foto: André Luis Rech
A elaboração segue práticas rigorosas desde o vinhedo até a garrafa. A colheita manual e seletiva preserva a qualidade de cada cacho, enquanto o processo de vinificação prioriza a pureza da fruta. O processo inclui desengace cuidadoso, prensagem lenta em ambiente inerte, fermentação com controle de temperatura entre 14°C e 16°C e maturação em tanques de inox, sem passagem por madeira. "O resultado é um vinho autêntico, de baixo teor alcoólico e com leve carbonatação que potencializa seu frescor natural. É um vinho ideal para momentos de descontração e encontros", opina o enólogo da Cooperativa Vinícola Garibaldi, Ricardo Morari.

Enologo Ricardo Morari - Crédito Augusto Tomasi
Visualmente, o Vinhas Vivas apresenta coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, límpido e brilhante. No olfato, destacam-se aromas frutados intensos, com notas de frutas cítricas como limão e abacaxi, além de nuances florais e um elegante toque mineral. Em boca, revela grande vivacidade, com equilíbrio entre açúcares e acidez, proporcionando uma experiência leve e refrescante. Assim, sua harmonização segue na mesma proposta, combinando com pratos leves, como frutos do mar, saladas e risotos delicados, além de acompanhar com elegância canapés, bruschettas, queijos e patês.
Mix premiado
Quem visitar o espaço da Cooperativa Vinícola Garibaldi, que nesta edição ocupa novo endereço na feira, no estande B6 do Pavilhão Azul, também poderá conhecer os rótulos que construíram a reputação da marca em concursos no Brasil e no exterior. No ano em que completa 95 anos, a cooperativa leva a São Paulo os cinco espumantes que mais acumulam medalhas em seu histórico de premiações.

Vinhas Vivas - Crédito Rodi Goulart
No topo da lista está o Garibaldi Moscatel, com mais de 150 distinções, entre elas o título de Melhor Espumante do Cone Sul, conferido pelo Catad'Or Wine Awards, no Chile, e a Gran Ouro no Citadelles du Vin, na França, em 2025. Elaborado com Moscato Branco e Moscato Giallo pelo método Asti, em fermentação única dentro de tanques de pressão, tem 7,5% de teor alcoólico. Na taça, mostra cor clara com reflexos esverdeados e aromas que lembram melão, maçã verde, flores brancas e mel. Em boca, é suave e cremoso, com acidez que equilibra o dulçor, e acompanha frutas frescas ou em calda, sorvetes, bolos, queijos e patês.
Em seguida aparece o Garibaldi Chardonnay, que soma mais de 110 medalhas. Somente em 2026, o espumante recebeu ouro no Chardonnay du Monde, na França, e no Bacchus, na Espanha, além de duplo ouro no Vinus, na Argentina. Produzido pelo método Charmat a partir da uva que lhe dá nome, tem coloração amarelo palha com reflexos esverdeados e aromas de abacaxi, maçã e pão tostado. A boca estruturada e cremosa, sustentada por acidez refrescante, combina com canapés, sopas cremosas, peixes crus ou cozidos, frutos do mar, queijos, frios e patês.
O terceiro lugar fica com o Garibaldi Prosecco, que reúne mais de 80 premiações e conquistou neste ano o ouro na Grande Prova Vinhos do Brasil. Feito com a variedade Prosecco, também chamada de Glera, segue o método Charmat e permanece um mês em autólise a 12°C antes do engarrafamento. O resultado é um espumante com 11,5% de álcool, amarelo palha com reflexos esverdeados, notas de pera, marmelo e limão siciliano e paladar delicado. Harmoniza com canapés, saladas, sopas cremosas, peixes leves, frutos do mar e queijos.
Versão rosada do espumante mais premiado da casa, o Garibaldi Moscatel Rosé acumula mais de 50 medalhas. Entre as mais recentes estão a Grande Ouro no Concurso do Espumante Brasileiro e o ouro no Muscats du Monde, na França, ambas em 2025. Elaborado pelo método Asti com Moscato de Hamburgo e Moscato Branco, tem 7,5% de teor alcoólico, cor rosa clara e aromas de cereja, framboesa e maçã caramelada. Delicado e cremoso, é indicado para acompanhar frutas, sobremesas, bolos, queijos e patês.
Fecha a seleção o Garibaldi Pinot Noir, com mais de 40 distinções, como o ouro no Concours Mondial de Bruxelles deste ano e no Mondial des Pinots, na Suíça, em 2025. Elaborado pelo método Charmat, passa dois meses em autólise a 12°C e chega à taça com coloração vermelho cereja clara de reflexos rosados. Os aromas remetem a morango, amora e um toque cítrico, e a boca estruturada e cremosa acompanha massas, risotos, queijos, peixes crus, sopas cremosas e canapés.
Masterclass põe na taça as uvas que podem moldar o vinho brasileiro
O enólogo Ricardo Morari, da Cooperativa Vinícola Garibaldi, ministra uma masterclass especial na Prowine, dedicada a entender quais uvas podem ajudar a desenhar o futuro do vinho brasileiro. A atividade integra a programação do ProWine Fórum e acontece no dia 7 de outubro, das 14h às 15h, no Fórum 1.
Na degustação, os participantes provam vinhos comerciais da cooperativa e microvinificações de cultivares exóticas testadas em seu vinhedo experimental. Em funcionamento desde 2019, o vinhedo ocupa cerca de quatro hectares na propriedade de um dos cooperados, em Santa Tereza, e avalia em torno de 60 variedades trazidas de países como Portugal, Itália, Espanha, Geórgia, Hungria e República Tcheca.
A pesquisa acompanha a adaptação de cada cultivar ao terroir da Serra Gaúcha, a resistência a doenças, a produtividade e a resposta ao clima, incluindo uvas PIWI, conhecidas pela maior tolerância a fungos. As variedades que se destacam seguem para as microvinificações, em que pequenos lotes são transformados em vinho para análise de aroma, estrutura, acidez e potencial de mercado. Desse trabalho saíram rótulos que só a Garibaldi produz no país, elaborados com as uvas Pálava, de origem tcheca, e Irsai Oliver, de origem húngara, além do espumante Garibaldi Viognier.
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