Mesmo com frio de aproximadamente 9 graus da manhã desta segunda-feira (7) acontece na Sinimbu o tradicional desfile de 7 de setembro. É bem verdade que já não se faz mais desfile como antigamente, onde as escolas eram obrigadas a colocar todos os alunos de toos os estabelecimentos para desfilar e isso já começava em julho, início de agosto, quando os pais dos alunos recebiam o tipo de uniforme que cada um desfilaria, havia os da banda, os destaques, os que desfilavam em carros alegóricos com algum tipo de encenação e os que literalmente amassavam até o barro pra fazer bonito na avenida e festejar o evento mais importante da História do Brasil, a Independência.

Uma triste constatação é que não se obriga mais os estudantes a desfilar, pré-selecionam alguns, é distribuido um moleton para poucos e o desfile se resume a isso. Antes haviam ensaios, pelo menos um mês antes os alunos todos garbosos circulavam pelas ruas dos bairros e até no centro da cidade dando uma prévia do que seria apresentado na avenida.
Uniforme de gala
Camisa branca, calça azul marinho, sapatos preto e gravatinha borboleta. Lembro que as mães viravam noites na confecção e na véspera do desfile, passavam com ferro à brasa os uniformes, não antes de cahamra as crianças para experimentar pela última vez e ver se não inha que fazer algum ajuste.
Assim me remeto aos tempos idos onde mães e pais, tios, madrinhas assistiam e aplaudiam com orgulho seus entes queridos pelas avenidas de todos os cantos do Brasil. Os gaúchos não fogiam à regra e também incrementavam as cerimônias com os cavalarianos, com seus cavalos de pelos escovados, reluzentes. Dá muita saudade desse tempo. Confesso.
Transporte
No dia 7 de setembro as escolas mais afastadas do centro levavam os alunos em cima de caminhões até o ponto de partida, enquanto os que estudavam nas escolas no centro ou perto dele se dirigiam em formação até o local. Mas essa é a parte lúdica de toda uma encenação que dava orgulho e emocionava a todos, diferentemente dos dias atuais, onde cada um dá o seu jeito, não precisa nem saber 'marchar' direito, apenas estar lá para justificar a sua presença. Uma pena que não se discute mais o tipo de ensino, religião não mais, Educação Moral e Cívica, educação física apenas um faz de conta, não é pra formar atletas mesmo, um despreparo total, ao mesmo tempo uma lacuna esquecida no tempo onde realmente eram formados cidadãos responsáveis e alinhados com o tempo que atuam. O laico, o politicamente correto, deu um 'refresco' aos professores que não precisam mais se debruçar em cima de planilhas, de livros, hoje os tempos são outros, existe a internet, Inteligência Artificial e as redes sociais. Imagine, hoje nem é preciso ir à escola, tem o EAD, fique em casa, estude quando quiser e só passar na secretaria, (se quiser, eles te mandam o canudo por e-mail, é só imprimir).
Em Caxias do Sul
Realizado pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, o desfile teve início após o tradicional hasteamento das bandeiras e reuniu escolas, corporações de segurança pública, grupos independentes e participantes de diferentes entidades e instituições.
A programação levou para a avenida efetivos a pé e motorizados das forças de segurança, além dos cães do Departamento de Proteção Animal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, conduzidos por voluntários. A diversidade dos grupos garantiu um desfile marcado pela participação de diferentes segmentos da comunidade.
Ao longo da Sinimbu, o público acompanhou informações sobre os participantes por meio dos pontos de locução instalados no trajeto. O espaço central, em frente à Catedral Diocesana, contou ainda com área reservada para pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida e intérprete de Libras.
O Desfile da Independência integrou a programação da Semana da Pátria 2026, cujo tema nacional homenageia os Sete Povos das Missões, celebrando os 400 anos do início das missões jesuíticas no Sul do Brasil. O tema regional deste ano foi a Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
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