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Futebol na várzea | Profissionalismo e o fim dos campos

É triste ver o mato tomando conta de muitas praças em Caxias do Sul

Laudir Dutra - Redação Publicado em 19 de junho de 2026 às 10:15
Futebol na várzea | Profissionalismo e o fim dos campos
Fonte: Da Redação Foto: Divulgação
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Muita gente lamentando o campo do Loreto estar abandonado, atirado no tempo na 4ª Légua em Caxias do Sul, mas ainda dá tempo de recuperar os espaços onde o mato toma conta na várzea, as pessoas precisam se unir e delegar poderes para gerir a coisa e não tomar pra si toda a responsabilidade, criando uma panelinha ao redor de um bem que é de todos. É preciso formar um grupo de trabalho com as mentes abertas sabedores que aquilo ali é de todos e todos precisam ajudar. Joguei lá algumas vezes no campo do Loreto mas era incrível como as pessoas 'cuidavam' desses espaços como se fosse deles, fechando o acesso ao que acontecia na sede e no campo de jogo.
Futebol na várzea | Profissionalismo e o fim dos campos
Mas a várzea corre grande risco de acabar, depois que criaram algumas coisas perigosas como por exemplo, trazer e permitir que jogadores ex profissionais se infiltrassem onerando as comunidades, ganhando rios de dinheiro para atuarem duas ou três partidas no final só pra levantar a taça. Em alguns casos só jogam a disputa do título. Tiram a isonomia, punem aqueles que ergueram as sedes, fazem almoços, jantas, rifas, bailes para construir um patrimônio que é de todos e na hora de reunir a comunidade, os caras vão lá e buscam os figurões pra jogar deixando os da várzea de fora. Hoje em dia é comum tu ir em alguns campos de futebol (e temos em fartura em Caxias do Sul) e ver ex-jogadores deitando e rolando em cima de outros que não tiveram a oportunidade de se profissionalizar ou nem tempo pra treinar minimamente. 

É triste essa realidade. Estão acabando com a Copa Caxias, a Copa União de Clubes, assim como acabaram com os não filiados e outros campenatos porque as equipes simplesmente não têm dinheiro para bancar os custos com arbitragem, fardamento, bolas e os dirigentes dessas ligas estão premitindo que a várzea seja profissionalizada. Ex-jogador terminou a carreira deu né gente. Se querem jogar, têm todo direito, que não cobrem da comunidade que muitas vezes os aplaudiu em algum estádio por aí. E quem organiza os regulamentos deve ter coragem de não permitir que discrepâncias sejam apontadas. Que seja limitado o número de ex-profissionais desde o início (até acho que mesmo assim teríamos desigualdades) ou seja criado um campeonato só para ex-atletas profissionais. Para algumas ligas como a CUC, pelo menos a arbitragem deveria ser custeada pelo poder público, observando tudo o que foi dito acima, pois a cada ano que passa, diminui o número de participantes especialmente pela disparidade de qualidade, pela falta de jogadores que não querem mais jogar de graça (como a gente fazia lá atrás, jogava por amor ao esporte, meia rasgada, calção sem cordão e chuteira furada), pelo alto custo da arbitragem. 

Dar estrutura profissional a esses atletas não é justo com a comunidade. O nome já diz tudo, VÁRZEA. Na várzea só joga quem tem amor à sua comunidade e ao esporte.

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