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Paradoxos de um povo

*Por Laudir Dutra

Laudir Dutra - Redação Publicado em 28 de junho de 2026 às 21:20
Paradoxos de um povo
Fonte: Da Redação Foto: RS/Fotos Públicas
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Quando se gosta, se gosta e ponto final. Não existem defeitos ou se existem são relegados a segundo plano, se facilita, se ajuda, se dá uma chance para acontecer, mesmo que não seja aquilo que pensamos.

Nós brasileiros às vezes temos a necessidade de discordar meio que sem razão de tudo o que nos ‘chateia’ de algum modo. É assim no futebol, na política, sobre tudo o que acontece aqui e em todas as partes do mundo. Nos tornamos uma espécie de cachorros vira latas que dá valor mais às coisas dos outros do que às nossas.

No futebol, no momento em que estamos, com uma copa do mundo rolando em três países, Canadá, México e EUA, onde os narradores estimam demais os feitos nossos supostos adversários logo ali na frente, Messi, o 'deus’ do futebol, comparações absurdas entre gerações passadas e as novas. Pelé então, jamais jogou bola. Neymar o melhor expoente, Maradona nunca pisou num gramado se pegarmos as opiniões desencontradas e equivocada da galera que nem era nascida às épocas onde algumas figuras jogaram.

Cristiano Ronaldo é o gajo que marcou gols em todas as copas que disputou, Mbappé é um tanque,Harry Kane é o maior goleador da Inglaterra em copas com 11 gols. Pasmem. Quase todos não estarão na próxima copa, com excessão de Vini Jr. e Mbappé.

Quando Messi marcou o seu gol 18 em copas o narrador brasileiro deve ter ido às lágrimas. Nem se compara aos decibéis usados pelo narrador quando Vinícius Jr marcou o segundo gol contra a Escócia e se tornou o diferencial brasileiro no certame, capaz inclusive de ajudar a trazer o Hexa para casa. Sim gente, assim como Neymar não jogava sozinho quando ele foi um dos melhores do mundo, Vini Jr também não, existe um treinador (por sinal muito bom) que comanda e já deixou bem claro que o importante não é jogar bonito e sim vencer a Copa, um grupo de jogadores que lhes dão suporte para desempenhar seu bom jogo. Sim, se puede!

Traçando um paralelo, de gosto, mas não admito, não gosto mas suporto, na política é  mesma coisa, as pessoas têm a propensão, especialmente em ano eleitoral, de relutar com unhas e dentes para defender o candidato de sua preferência, mesmo sabendo que ele talvez não seja o ideal. Geralmente aquele que não está é melhor do que aquele que está, isso na cabeça daqueles que não gostam do atual, afinal, ‘não votei e não votaria de jeito algum’, vamos eleger o que se parece com aquele que não conseguiu se eleger. Mas enfim, nada que faça ou deixe de fazer, mesmo que seja bom para todos cai no agrado naqueles com ‘ronha’, dos ditos ‘derrotados’ nas últimas eleições. Vem aí outra, assim como está aí outra Copa do mundo.

Patriotismo. Na opinião dos vira latas não existe, ‘eu torço para o país tal porque o meu pai, a minha avó, meu tio, meu isso e meu aquilo são descendentes’. Moramos no Brasil e nem para agradecer a acolhida vamos torcer para a seleção brasileira. 
Dias atrás um venezuelano que tem uma boa acolhida aqui em Caxias do Sul disse que gostaria que o Trump invadisse o Brasil, assim como fez com a sua Venezuela. Isso que é agradecimento né. O Brasil é uma mãezona mesmo, dá guarida a todos, trabalho, visto permanente de trabalho, dá moradia, facilita a vida de todos, mas mesmo assim as pessoas cospem no prato que comem.

Podemos até discordar dos nomes escolhidos para defender as nossas cores na copa, mas não tem como convocar mais alguém, não dá pra substituir os que lá estão, então vamos torcer.
Nesta segunda-feira às 14h estaremos lá todos em frente à TV, vamos decidir nossa vida na copa contra o Japão, se voltamos para casa resignados ou se continuamos eufóricos e sonhando com vôos mais altos, isso só depende da energia positiva que enviarmos para os nossos jogadores.

Eu sempre fui céticos com jogadores que jogam lá fora vestindo a camisa da seleção, mas temos que admitir que eles jogam bem, mesmo estando mais preocupados com as tatuagens, os cabelinhos na régua e suas casas de luxo, que diga-se de passagem, conquistaram jogando bola, exercendo o ‘trabalho’ que escolheram para as suas vidas.

A bem da verdade não existe nenhum bicho papão nessa copa do mundo e ainda tem a possibilidade de que muitos desse ficarão para trás já nesse primeiro mata mata, (que não seja do Brasil), porque se não contaram pra eles, a zebra anda rondando por aí, tem que ficar ligado.

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