Jornal Ponto Inicial

Parte da Imigração Italiana, ex-império Austro-Húngaro ao RS

Luigi Masera: da Itália ao interior do RS - Bento Gonçalves e, posteriormente, Chuvisqueiro/Riozinho/RS

Laudir Dutra - Redação Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 21:26
Parte da Imigração Italiana, ex-império Austro-Húngaro ao RS
Fonte: Elisete Luiza Masera - Filósofa, Publicitária Foto: Divulgação
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No dia 19 de dezembro de 2025, foi publicado neste respeitável jornal Ponto Inicial o artigo intitulado "Parte da Imigração Italiana, de Trento, ex-Império Austro-Húngaro, ao RGS".
A linda trajetória de Luigi Masera e familiares (oriundos de Trento, ex-Império Austro-Húngaro, hoje Itália), e de seu neto, Leonir Masera, da antiga colônia Dona Isabel, atual Bento Gonçalves, e posteriormente, ao distrito de Chuvisqueiro, Riozinho – RS
Neste estudo adicional, examinaremos a árvore genealógica de Luigi Masera. Os dados referentes ao seu pai, Albino Giuseppe Masera, e à sua irmã, Anna Maria Masera. Também a respeito dos seus avós, Giuseppe Masera e Cristina Lorschneider, residiram em Roverato, Trento, Trentino-Alto Adige, Áustria. E os tios: 1) Giovambatista Masera, 2) Giuseppe Andrea Masera, 3) Andrea Giuseppe Giulio Masera, 4) Cattarina Luigia Margharita Masera, 5) Lodovico Giambattista Maria Masera, 6) Rachela Maria Domenica Masera, 7) Davide Domenico Masera, 8) Anna Maria Gioseffa Masera, 9) Edvigia Giuseffa Margarita Masera, 10) Teresa Anna Masera.

I – O presente artigo tem por objetivo apresentar o estudo realizado sobre a história e a trajetória de parte da imigração italiana (inclusa como tal imigrantes provenientes de comuna pertencente ao antigo Império Austro Húngaro) ao Brasil e a sua chegada à serra gaúcha, na então Colônia Dona Isabel, hoje Bento Gonçalves- RS, e posteriormente para a localidade de Chuvisqueiro, distrito de Riozinho-RS.  
Especificamente, a trajetória da família de Luigi Ambrósio Masera, seus progenitores, Albino Giuseppe Masera e Petronilla Nicoluzzi, seus avós, Giuseppe Masera e Cristina Lorschneider, e seu descendente, Leonir Manoel Masera.

II - A pesquisa foi realizada nos seguintes endereços: Arquivo Histórico Municipal de Bento Gonçalves-RS, o livro utilizado foi o de Registro dos Contribuintes no Município de Bento Gonçalves-RS; no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro; em Obras literárias: Família Enderle, trajetórias de luta e coragem, por Armando Triches Enderle, Porto Alegre, EST EST, 2011 e no livro As colônias italianas Dona Isabel e Conde d’Eu, de Rovílio Costa, Luiz Alberto de Boni, Porto Alegre, EST edições, 2016. Além de entrevistas com descendentes dos imigrantes que generosamente contribuíram para a reconstrução da trajetória da família Masera e tornar possível a publicação da linda história de sua família.
Para entender a trajetória de Luigi Masera para o Brasil, (natural de Trento, Áustria, hoje Itália), necessitamos conhecer a história de Domenico Simone Enderle (segundo esposo de sua mãe Petronilla Nicoluzzzi).
Importante lembrar que o imigrante Luigi Ambrosio Masera (* 08-01-1873, na comuna de Aldeno (veja mais detalhes abaixo), era filho de Giuseppe Albino Masera (* 03-11-1836, em Aldeno, Trento, Áustria) e Petronilla Ruffina Nicoluzzi. (* 01-01-1846, em Garniga, Trento, Áustria). E foi em agosto de 1877, que Luigi Masera e sua mãe Petronilla Rufina Nicoluzzi, (viúva de Giuseppe Albino Masera), e casada em segundas núpcias em 23-12-1875, com Domenico Simone Enderle (* 10-01-1830, em Aldeno, Trento, Áustria, imigraram para o Brasil, cuja viagem durou quatro meses. Então, em 08 de dezembro de 1877, no navio Nord América, chegaram ao Brasil.
Aldeno é uma comuna italiana da província de Trento, região do Trentino-Alto Ádige, com cerca de 2.800 habitantes. Estende-se por uma área de 8 km². Faz divisa com Trento, Garniga Terme, Cimone, Besenello, Pomarolo e Nomi) região da Áustria até 1920 (atual Itália, cuja unificação ocorreu em 1861. 
Para melhor entender: a Itália, como Estado-Nação, é um país relativamente novo, sua unificação ocorreu apenas em 1861. E o território de Trento, anteriormente, era ocupado por uma coleção de pequenos Estados submetidos a potencias estrangeiras (Ex. Grão-Ducado da Toscana, Estados Pontifícios, Reino da Sardenha, Lombardia e do Vêneto). Sua população era assim chamada de “cidadania trentina”. Aquelas que atualmente são reconhecidas como províncias de Trento, Bolzano e Gorizia, não integraram de imediato o novo Reino da Itália, quando de sua unificação. Naquela época, esses territórios pertenciam ao Império Austro-húngaro, sendo chamadas de províncias irredentas. Elas somente foram incorporadas à Itália a partir de 16-07-1920. Por sua vez, o Império Austro-Húngaro deixou de existir com o fim da I Guerra Mundial, em 1918.
Então, a região de Trentino-Alto Ádige, na década de 1870, pertencia ao Império Austro-Húngaro, no norte da Itália, período em que viviam nossos antepassados (Albino Giuseppe Masera e a esposa Petronilha Rufinna Nicoluzzi) e o filho Luigi Ambrósio Masera). 

III - Naquele período dos anos de 1870 foi de muitas dificuldades econômicas às famílias Masera e Enderle, como de resto, às demais. Faltava comida, havia fome, pobreza, doenças e guerras constantes, em resumo, sem muitas expectativas de vida. Viviam da agricultura e não mais produziam o necessário para o sustento familiar. 
Segundo Leonir Manoel Masera, os antepassados vieram para o Brasil fugidos da guerra e em busca de uma vida melhor. Viviam na opressão e exploração por parte do governo Trentino e consequentemente na miséria.
Por outro lado, a propaganda e o incentivo à imigração para a América eram intensos, inclusive através dos padres das igrejas, alegando que encontrariam terras produtivas para todos, alimentos para suas famílias e obteriam uma vida abundante. A vontade e a coragem fizeram com que acreditassem nas promessas de vida plena com moradias, escola, lazer e igreja para professarem sua fé.
Como exemplo, o Brasil publicava cartazes na Itália para atrair mão de obra italiana (objetivando substituir a força escrava, ante sua iminente libertação, que ocorreu em 1888, como também trazer gente de pele clara para branquear seu povo): “Terras no Brasil para os italianos. Navios com partidas todas as semanas do Porto de Gênova. Venham construir os vossos sonhos com a família. Um país de oportunidades. Clima tropical em abundância. Riqueza mineral. No Brasil vocês poderão ter o vosso castelo. O governo dá terras e os utensílios a todos”. (Fonte Arquivo Histórico Municipal de Bento Gonçalves-RS).
Lembrando que o grande fluxo de emigração da Itália para o Brasil ocorreu somente após a unificação da Itália, mais precisamente, em 1875.  
Juntamente com a imigrante Petronilla Ruffina Nicoluzzi, o filho Luigi Ambrósio Masera e o segundo esposo de sua mãe, Domenico Simone Enderle, vieram também o cunhado Bartolomeu Simone Enderle e sua esposa Eliza Enderle e filhos.
Chegaram ao Rio Grande do Sul, em 08 de dezembro de 1877. Instalaram-se na Linha Faria Lemos, lote 49, na antiga colônia Dona Isabel (hoje Bento Gonçalves) -RS. 
Para o historiador Armando Triches Enderle: “Ao chegarem no lote designado em Faria Lemos, os irmão Domenico Simone (lote rural 49) e Bartolomeu Simone Enderle (lote rural 50) e suas respectivas famílias não tinham absolutamente nada, e em seus terrenos havia apenas mato. Tinham de começar com os poucos pertences que haviam trazido da Itália e com a pouca ajuda financeira que o governo lhes dera”. 
“No início, diante das extremas dificuldades, com escassos recursos, tudo estava por ser feito. Desde a água para beber até o alimento cotidiano, tudo tinha de ser tirado da mãe terra: o pinhão e as verduras nativas mataram a fome e salvaram muitas vidas... Foi preciso muito trabalho e coragem para superar aqueles primeiros quatro ou cinco anos de absoluta carência...com o passar do tempo, as famílias sempre com muita persistência e trabalho, foram superando os tempos difíceis da chegada.” (obra: Família Enderle, trajetórias de luta e coragem. Autor, Armando Triches Enderle, 2021, pag. 42 e 44).

IV – Genealogia - Primeira geração: Giuseppe Masera casado com Cristina Lorschneider, em Roverato, Trento, Trentino-Alto Adige, Áustria. 
Conforme as informações, todos os filhos de Giuseppe e Cristina nasceram e foram batizados na Diocese de Trento, em Rovereto, Trento, Trentino-Alto Adige, Áustria.
1) Giovambatista Masera (*1814, batizado em 22-04-1814); 2) Giuseppe Andrea Masera (*11-03-1818); 3) Andrea Giuseppe Giulio Masera (*19-03-1820); 4) Cattarina Luigia Margharita Masera (*20-07-1821); 5) Lodovico Giambattista Maria Masera (*09-03-1824); 6) Rachela Maria Domenica Masera (*11-04-1826); 7) Davide Domenico Masera (*17-04-1828); 8) Anna Maria Gioseffa Masera (10-09-1829); 9) Edvigia Giuseffa Margarita Masera (23-03-1832); 10) Teresa Anna Masera (*19-06-1833); 11) Albino Giuseppe Masera (*18-02-1836).

V- Segunda geração: Albino Giuseppe Masera e Petronilla Nicoluzzi
Albino Giuseppe Masera (*18-02- 1836, Rovereto, Trento, Trentino – Alto Adige, Áustria. Batizado em 18-02-1836,). Casado com Petronilla Ruffina Nicoluzzi (* 01-01-1846, Garniga, Trento, Áustria, +12-10-1907, em Faria Lemos, Bento Gonçalves-RS), filha de Steffano Nicoluzzi e Domenica Zampedri.). Filhos: 1) Anna Maria Masera (*1871, Aldeno, Trento, Áustria, batizada em 02-02-1871, +08-06, 1872, em Aldeno, Trento, Áustria) e 2) Luigi Ambrosio Masera *1873, Aldeno, Trento, Áustria).
 O segundo casamento de Petronilla foi em 23-12-1875, em Aldeno, Trento, Áustria, com Domenico Simone Enderle (*10-01-1830, em Aldeno, Trento, Áustria).

VI - Terceira geração: Luigi Masera e Elena    Tesser - (como são muitos detalhes, a leitura se torna um pouco morosa à compreensão)
Luigi Ambrosio Masera, (*08-01-1873, em Aldeno, Trento Áustria, +13-06-1932, em Santo Antônio da Patrulha- RS). Foi lavrador. Casou-se em 09-01-1897, em Faria Lemos, Bento Gonçalves, tendo por testemunhas Luiz Basso e Ângelo Trevisan, com Elena Giuseppina Tesser (*19-03-1876, natural de Veneto, na Itália, + em 1944, Rolante). Era filha de Giuseppe Tesser, (*14-04-1848), casado com Domenica Morandin, naturais de Vêneto, Itália, e chegaram ao Brasil em 13-01-1879. A família de Elena G.Tesser residiu na Linha Faria Lemos, lote 53, em 1895. Ela era neta de Candido Tesser e Maddalena Guarnieri. Filhos: 1) Albino Masera (* 24-02-1896); 2) Vitório Masera (*25-03-1897); 3) Guilherme Masera (*27-06-1898); 4) Otília Masera (* 16-07-1899)); 5) Elvira Masera (*30-05-1901, +07-01-1902); 6) Pressedes Masera (*05-10- 1907); 7) Elizeu Masera (*01-03-1908); 8) Alexandre Masera (*08-06-1914, + 27 maio 1958, Rolante); 9) Valério Masera; 10) Lino Masera; 11) Dina Masera; 12) Alfredo Masera;13) Orestes Masera; 14) José Masera; 15) Irineu Masera. Esses dois eram gêmeos.
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1897. Luigi Ambrosio Masera e Elena Giuseppina Tesser, em Bento Gonçalves- RS.   Acervo da família de Leonir Masera 

VII - Quarta geração: Filhos de Luigi Masera e Elena Tesser
1) Albino Masera (*24-02-1896, em Faria Lemos- RS). Casou-se com Elvira Callegari (*03-03-1896, em Faria Lemos-RS). Filha de Angelo Callegari e Rosa Chiamurella. Celebrou o matrimonio o padre Constantino Gatti. Tiveram os filhos: a) Maria Masera Tesser, casou-se com Antonio Tesser, b) Araci Masera e c) Luiz Masera.
2) Victório Masera (*25-03-1897). Casou-se com Sybilla De Negri em 23-03-1918. 
3) Guilherme Masera (*27-06-1898, + 09-02-1983, Chuvisqueiro, Rolante-RS). Casou-se com Maria Facchin (*14-06-1897, +26-04-1964, Rolante). Data do casamento, 06-09-1924, em Porto Alegre- RS. Tiveram os filhos: 1) Vasconcelos Masera; 2) Mafalda (Cecilia) Masera; 3) Antônio Masera; 4) Cerilo Masera; 5) Maria Masera; 6) Alda Masera; 7) Herculano Masera; 8) Euclides (Tatim) Masera; 9) Silvio (Lélo) Masera.
4) Otilia Masera (*16-07-1899, +14-07-1987). Casou-se com Antonio Pandolfo.
5) Elvira Masera (*30-05-1901, +07-01-1902). 
6) Pressedes Masera (*05-10-1907). Casou-se com Mario Basotti (*29-03-1904).
7) Elizeu Masera (Iséu), (*01-03-1908, em Bento Gonçalves-RS). Casou-se com Lucia Gallon (*29-08-1915, Bento Gonçalves- RS) em 09 de novembro 1935, em Riozinho, então sétimo distrito de Santo Antonio da Patrulha.
8) Alexandre Masera (*08-06-1914, Faria Lemos, Bento Gonçalves-RS, +27-05-1958, Rolante). Casou-se em 09 de novembro de 1935 em Riozinho, então, sétimo distrito de Santo Antonio da Patrulha com Izabel Emma Perez (*21-05-1916, Nova Milano, Farroupilha, + 03-10-1995, Rolante-RS). Izabel Emma Perez era filha de Manoel Perez e Ottilia Bride. Filhos: 1) Hermes Gildo Masera; 2) Leonir Manoel Masera; 3) Clair Helena Masera; 4) Helene Maria Masera; 5) Alice Lucila Masera; 6) Cecilia Otilia Masera; 7) Adelaide Paulina.
9) Valério Masera. Casou-se com Dosolina Prezzi.
10) Lino Masera. Casou-se com Inês Gomes. 
11) Dina Masera. Casou-se com Augusto Prezzi. 
12) Alfredo Masera. Casou-se com Antonieta Francisca De Negri.
13) Orestes Masera. Faleceu jovem, assassinado no quartel.
14) José Masera, faleceu ainda criança.
15) Irineu Masera, também faleceu ainda criança.

Obs 1: Em 1916, face às dificuldades econômicas, terras pouco produtivas e família numerosa, foram os principais fatores que incentivaram a família Masera, entre outras famílias italianas, a transmigrar do município de Bento Gonçalves para a localidade de Chuvisqueiro, município de Riozinho, RS. Posteriormente muitos dos seus descendentes, migraram para diversos municípios do Estado do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Obs 2: Observem que lindeza de bênçãos, Elizeu e Alexandre casaram no mesmo dia 09-11-1935 e no mesmo local, em Riozinho.
Obs 3: Chuvisqueiro é distrito de Riozinho. Quando consta Chuvisqueiro–Rolante, significa que a pessoa faleceu em Chuvisqueiro e foi sepultada em Rolante.
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Izabel e Alexandre
Década de 1940. Alexandre Masera e Izabel Emma Masera. Acervo da família de Leonir Manoel Masera.

VIII - Quinta geração: Filhos de Alexandre e Izabel Emma
1) Hermes Gildo Masera (*01-11-1936, + 30-10-2025, Rolante). Casou-se com Terezinha Lurdes Prezzi (*1948). Tiveram os filhos: a) Marcos Alexandre Masera (*1966, casou-se em 2005 com Jaqueline Ribeiro Ribas (*1973). Tiveram os filhos: Vicenzo Masera (*2006), Bernardo Masera (*2008); b) Maria Angélica Masera (*1969), casou-se com Jason Charles Peyton Nicoll (*1969), tiveram os filhos: Eduardo Masera Nicoll (*2007) e Sofia Aurea Masera Nicoll (*2010);
2) Leonir Manoel Masera (* 05 -10-1938). Casou-se em 16-06-1963 com Angelina Prezzi, (*24-02-1940, filha de Adolfo Prezzi e Maria Henriqueta Bazotti), na Igreja Nossa Senhora da Conceição em Rolante, Padrinhos do casamento: Antonio Prezzi, Dora Adams, Hermes Masera e Terezinha Prezzi Masera. Filhos: Marcia Eliza Masera e Maurício Eduardo Masera.
3) Clair Helena Masera (* 31-07-1941). Casou-se com Selvino Biazzon;    
4) Helene Maria Masera (* 27-11-1943, e no registro de nascimento consta, * 27-12-1943). Casou-se com Edigar Negrini; 
5) Alice Lucila Masera (* 06-01-1945). Casou-se com Vasconcelos Masera (*14-08-1935). Data do matrimonio em 26 de setembro de 1964;
6) Cecilia Otilia Masera (*10-03-1949). Casou-se com Evelino Pozenato.
7) Adelaide Paulina Masera (* 25-01-1951) Casou-se com Raul dos Santos.
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Angelina e Leonir

2025. Angelina (Prezzi) Masera e Leonir Manoel Masera. Celebração do 62º aniversário de casamento. Acervo da família de Leonir Masera.
Durante a década de 1950, Leonir Masera, integrou o grupo Juventude Católica da Igreja São Luiz, situado em Chuvisqueiro, Riozinho/RS. O grupo tinha como objetivo auxiliar na confecção de bandeirolas e cartazes, além de promover um contato mais próximo com os ensinamentos católicos. Formaram um grupo responsável e divertido.
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Juventude Católica de Chuvisqueiro

1950, Juventude Católica, Igreja São Luiz, Chuvisqueiro-RS. Da esquerda para a direita: Aristides Masera, Hermes Masera, Terezinha Casagrande, Terezinha Tesser, Leonir Masera (criança), Dorzolina (Pandolfo) Masera, Irene Pandolfo, Lurdes Sartori, Ines Tesser e Irineu Sartori.
De 1957 a 1968, Leonir Masera foi gaiteiro. Participou de uma banda em parceria com Manoel Perez, Luiz Bassei e Leo Demenigue. Animavam os matinés aos domingos no salão da Igreja São Luiz no distrito de Chuvisqueiro, as festas no barracão da Igreja São Judas Tadeu e bailes na região.
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Manoel e Leonir
Ano de 1957. Manoel Perez e Leonir Masera. Acervo da família de Leonir Masera
Em 1969, Leonir Masera e família, transmigraram de Chuvisqueiro-RS para o município de Gravataí-RS. E em sociedade com os cunhados Antônio Prezzi (*1942) e Erondina Francisca da Rosa Prezzi (*1945), fundaram o Comércio São Jerônimo que leva o mesmo nome da rua em que se estabeleceram em Gravataí. Durante trinta e oito anos trabalharam no estabelecimento comercial, provendo os estudos para os filhos que preferiram não seguir o mesmo ramo dos pais.

IX - Sexta geração: Filhos e netos de Leonir e Angelina 
A) Marcia Eliza Masera (* 24-04-1964, em Chuvisqueiro-RS). Casou-se em 30-09-1995 com Germano Locks Lopes (*17-01-1965, em Novo Hamburgo-RS). Filhos: Marilia Lopes (*02-11-1997, em Novo Hamburgo-RS) e Felipe Masera Lopes (*24-07-2003, em Novo Hamburgo-RS);  
b) Mauricio Eduardo Masera (*18-06-1967, em Porto Alegre- RS). Casou-se em 20-03-1993 com Luciana da Silva (*05-11-1972, em Porto Alegre- RS). Filhos: Leonardo Masera (*23-09-1996, em Novo Hamburgo-RS) e Mateus Masera (*12-02-2006, em Gravataí-RS).

X - Trabalho, perseverança e família – relatos de Marcia Masera, filha de Leonir Masera
O legado que os ascendentes deixaram para a sua vida, foi o trabalho, fé, perseverança e amor à família.
Família: “A família é o suporte e apoio para seguir em frente.” “A família significa laços de união e amor incondicional. O suporte e apoio para seguir em frente”.
Exemplo de fé: o que marca a sua vida como descendente de italiano, o exemplo de fé, união, solidariedade!  As festas comunitárias na Igreja São Luiz, em Chuvisqueiro, Riozinho, RS. As férias na casa das avós! A vida simples da colônia! o que marca a sua vida como descendente de italiano, o exemplo de fé, união, solidariedade!  As festas comunitárias na Igreja São Luiz, em Chuvisqueiro, Riozinho, RS. As férias na casa das avós! A vida simples da colônia! 
Antiga residência de Alexandre Masera
A residência em Chuvisqueiro que pertenceu ao nonno Alexandre e a nonna Izabel, na localidade de Chuvisqueiro, RS, hoje pertence à Marcia Masera e família. 

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Ano de 1960. Antiga casa de Alexandre Masera e Izabel Emma Masera. Localidade de Chuvisqueiro, Riozinho-RS. Acervo da família de Leonir Masera

No ano de 2025 a casa foi restaurada. Segundo Marcia, neta de Alexandre Masera, “a casa está enraizada na minha vida! A minha história nasceu e cresceu naquela casa! Manter aquela casa, significa honrar a história da família. Todo o esforço do meu avô para construir uma casa para a família. A casa do Chuvisqueiro é a minha essência!”.
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Ano de 2025. Antiga casa de Alexandre Masera e sua família. Está restaurada pela neta e proprietária, Marcia Eliza Masera Lopes. Acervo da família de Marcia Eliza Masera Lopes. Casa linda! 1960 e restaurada 2025. Chuvisqueiro.
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Família de Leonir e Angelina
Da esquerda para a direita, de pé: Marília (self, neta), Germano (genro), Márcia (filha), Leonir (pai), Angelina (mãe), Maurício (filho) e Luciana (nora). Agachados: Mateus (neto), Leonardo (neto) e Bernardo (namorado da Marilia).

Então, essa é a bela, profícua e exitosa história dessa FAMILIA MASERA.

Elisete Luiza Masera
Filósofa, Publicitária.
e-mail: elimasera@yahoo.com.br
51 98325 5359.

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