A polêmica dos shadow bans | Mito ou verdade?
A polêmica dos shadow bans | Mito ou verdade?
Nos últimos anos, um dos temas mais discutidos no universo das redes sociais é o chamado shadow ban — ou banimento invisível. Criadores de conteúdo, influenciadores digitais e até pequenas marcas relatam que, de repente, suas publicações deixam de alcançar o mesmo número de pessoas, mesmo mantendo frequência, qualidade e engajamento. Mas afinal, o shadow ban existe de fato ou não passa de um mito alimentado pela frustração com os algoritmos?
O termo “shadow ban” surgiu no contexto de fóruns e comunidades online nos anos 2000. Ele descrevia a prática de restringir a visibilidade de um usuário sem avisá-lo, de forma que seus posts continuam aparecendo normalmente para si mesmo, mas não eram exibidos para os outros. Nas redes sociais modernas, o conceito ganhou nova roupagem: seria uma espécie de punição silenciosa aplicada pelas plataformas para reduzir o alcance de conteúdos considerados “inadequados” ou que violem políticas, sem notificação oficial.
Facebook, Instagram, TikTok e Twitter (atual X) já se pronunciaram diversas vezes negando a existência de um “shadow ban” formal. O argumento é que o que acontece, na verdade, é a ação do algoritmo de recomendação: certos conteúdos são priorizados e outros não, dependendo de fatores como relevância, engajamento, tempo de visualização e até histórico do perfil. Assim, a queda no alcance seria consequência natural das regras do sistema, não de uma punição escondida.
No entanto, muitos criadores contestam. Eles alegam que, em algumas situações, suas publicações deixam de aparecer em hashtags, feeds de seguidores ou páginas de recomendação, mesmo sem qualquer aviso de infração. Essa experiência dá a sensação de uma “censura velada”, alimentando a crença no shadow ban.
Há registros de criadores que tiveram queda drástica no engajamento logo após abordarem temas considerados sensíveis — como política, sexualidade, saúde mental ou até mesmo críticas às próprias plataformas. Alguns receberam notificações posteriores de violação, mas em outros casos não houve nenhuma explicação.
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