Jornal Ponto Inicial

Imigração Italiana | Família de Ivonete Cecília C. Scapin

Ivonete Cecília Cappelletti Scapin, na antiga colônia Dona Isabel, atual Bento Gonçalves- RS

Laudir Dutra - Redação Publicado em 04 de fevereiro de 2026 às 22:20
Fonte: Elisete Masera - Filósofa, Publicitária Foto: Foto Divulgação
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Em 19 de julho de 2022, foi publicado neste conceituado Jornal Ponto Inicial, o artigo: “Imigração Italiana: a trajetória da família Cappelletti, na antiga colônia Dona Isabel, hoje Bento Gonçalves, RS”.

Agora, publicamos o artigo com informações atualizadas sobre a história e a genealogia da família de Ivonete Cecilia Capelletti Scapin, complementando a trajetória com a genealogia de sua família.

Neste relato abordamos um aspecto da imigração italiana, descrevendo a chegada da família Cappelletti e Scapin ao Brasil e, posteriormente à serra gaúcha, na antiga Colônia Dona Isabel, atual Bento Gonçalves- RS.

As memórias e informações da família Cappelletti foram gentilmente cedidas pela descendente italiana, Ivonete Cecília (Cappelletti) Scapin, trineta de Carlo Cappelletti e Giovanna Codeco. E também trineta de Giuseppe Scapin e Anna Maria Scapin. Ivonete possui a cidadania italiana.

A pesquisa de documentos foi realizada em livros e sites específicos da imigração italiana. Agradecimento especial a Ari Caberlon, pela contribuição para o desenvolvimento deste trabalho.  Este estudo foi complementado com a obra de Leonir Razador intitulado “Povoadores e História de Monte Belo do Sul: de Zamith a Monte Belo do Sul”, publicado pela EST edições, Porto Alegre-RS, no ano de 2019.

 

Por oportuno, é interessante e entusiasmante conhecer as origens dos imigrantes italianos, seus hábitos, suas expectativas, imaginar as dificuldades enfrentadas desde as despedidas de sua terra natal, a longa e penosa travessia do Atlântico, as decepções aos locais que lhes foram destinados, por nada existir e tudo por fazer. Enfim, decidiram emigrar de um País que não lhes dava o necessário amparo a outro, que muito prometeu e não cumpriu. Apesar de tudo, venceram todas as dificuldades, como se observa neste relato da Família Cappelletti Scapin.

 O pioneiro imigrante italiano, Arcangelo Cappelletti (*19-03-1862), filho de Carlo Cappelletti e Giovanna Codeco, veio de Fossalta Maggiore, aldeia na comuna de Chiarano, província de Treviso, região do Vêneto, Itália.

Ele chegou ao Brasil através do porto do Rio de Janeiro, em torno de 1880, e fixou residência na serra gaúcha, Linha Alcantara, lotes 8 e 9, na antiga colônia Dona Isabel, hoje, Bento Gonçalves- RS.

E casou-se em 21-02-1881, com Antonia Pasquali (* 09-02-1859), filha de Domenico Pasquali e Angela Morandin, originários de Mansué, província de Treviso, comuna italiana da região do Vêneto.

Tiveram os filhos: Carlos (*1882), Catharina (*1885), Anna (*1890), Santa (*1893), Guerino (*1894) e Enriqueta (*1898).

Arcangelo Cappelletti, decidiu emigrar da Itália por falta de perspectivas à sua família, pois havia muita miséria, falta de trabalho e sem esperança de uma vida melhor, pois se consideravam quase como escravos, visto que sua produção era insuficiente à manutenção da família. Aliado à promessa do governo brasileiro de encontrar terras produtivas para o trabalho e sustento da família e em busca de liberdade. Contudo, encontraram somente mato, dificuldade de locomoção, nada pronto, tudo por fazer. Não havia a abundância prometida pelo poder político. Enfrentaram as dificuldades com coragem, trabalho e fé. E foram persistentes. E venceram.

 

Nos relatos dos descendentes, observa-se a riqueza de conhecimentos dos primeiros imigrantes, que utilizaram todas as habilidades para colonizar a terra, formar suas famílias e manter seus costumes. E deixaram a terra produtiva para as próximas gerações.

Domiciliados em Bento Gonçalves, RS, alguns de seus descendentes permanecem na antiga colônia Dona Isabel. Outros, transmigraram para outros munícipios, como, Caxias do Sul e Cotiporã, RS.

De profissão agricultores, nos primeiros anos no Brasil, trabalhavam apenas para o sustento da casa. Os instrumentos utilizados ou fabricados pelos antepassados foram para o trabalho diário, dentre eles, enxada e a foice.

Eram pessoas amáveis e gentis, com empenho e dedicação para fazer a terra produzir e prosperar. Valorizavam a vida em comunidade, trocavam alimentos com outros colonos vizinhos, para a nutrição necessáriadentro de suas possiblidades.

Com o passar dos anos, os descendentes de Carlo Cappelletti, passaram a cultivar a uva e a vender seus produtos. Na terra plantavam hortaliças e vendiam para o CEASA (Centrais Estaduais de Abastecimento) de Porto Alegre. Cultivavam ameixa amarela. Levavam de Kombi e não havia asfalto, utilizavam a kombi, como meio de transporteRelata a filha Ivonete Cecília (Cappelletti) Scapin, que, para complementar a renda familiar, a alternativa foi o pai Mario Adelino Scapin ser caminhoneiro, pois herdaram o espírito de persistência, os costumes e a confiança e fé, ensinamentos trazidos da Itália pelo pioneiro.  

 Nunca faltou comida à mesa. A família tinha o suficiente, não era rica, nem pobre. O alimento consumido era a polenta, a galinha, o arroz, o feijão e a sopa. A família era numerosa e todo alimento era muito comedido. O queijo a mãe fazia. Ela economizava e dizia: “amanhã é um novo dia”. O milho e o trigo foram os alimentos essenciais na vida dos antepassados. Na culinária italiana, o que perpassou de geração em geração, foi a polenta, queijo e radite.

Importante lembrar que, na gastronomia italiana, a polenta, permanece como a essência da imigração italiana. No mês de maio, todos os anos, ocorre o Festival da Polenta em vários municípios da serra gaúcha.

“O filo-(filó), encontros de famílias à noite, onde se trocavam ideias sobre a realidade local, a saudade da distante Itália, era feito entre os vizinhos. A tia Stela vinda da Itália, casada com Santo Cappelletti, nos filós fazia drêssa, trança de palha de trigo, milho (pl. drêsse).” recorda Ivonete, trineta de Carlo Cappelletti e Giovanna Codeco.

Os pais de Ivonete, Imelina Ângela Cappelletti e Mario Adelino Scapin, compravam uma vez por semana no armazém. Não havia geladeira. Penduravam alguns produtos ao lado de fora da janela. Quando tinham dinheiro, compravam à vistaOu à caderneta (crédito) para pagar no final do mês.

A cooperação era a principal forma de organização, mesmo anos depois, ainda permanece vivo tal costume entre os membros das famílias. Muitos imigrantes passaram dificuldades no sustento dos filhos, mas os vizinhos ajudavam. Cediam terras, trocavam favores também, como exemplo, auxiliavam na troca de serviço. A mãe fazia a comida, doava sopa quando sabia que outros não tinham em casa alimentos.

Relata Ivonete: “O papel da mulher sempre foi essencial, porque precisavam conservar os alimentos e dosar as quantidades para ter durante o tempo necessário. As mulheres auxiliavam na lavoura. Eu ajudava a mãe a trabalhar, levava a vaca para pastar, pois não havia potreiros. Era a cultura, as mulheres trabalhavam na colônia e nos afazeres domésticos. Os animais eram também cuidados por mulheres, pois o leite e os ovos colhidos eram utilizados no preparo dos alimentos”.

“A mãe Imelina e os demais familiares diziam que a mesa ficava lotada nas quartas-feiras santas e sextas-feiras santas. Compravam um pedacinho de bacalhau e faziam com muita batata para render, massa temperada com sardinha. Foram datas marcantes”.

“Nas refeições era sagrado, a família se reunia, todos sentados à mesa. A oração antes da refeição para agradecer. Havia respeito. A mulher também organizava o enxoval, as roupas e as peças para o uso doméstico, que eram bordadas. Ficaram na memória e a tradição seguiu. Os enxovais, fizeram parte das tradições da família, a mãe que bordava e costurava. E as toalhas de vagonite era para o uso diário.  Os panos eram vendidos para a cantina. Os artesanatos eram feitos, mas não para vender”.

“O dialeto italiano, era ensinado às gerações, através da música, enquanto fazíamos as tarefas. Teve época em que era feio falar em italiano. Eu falava em italiano com os nonnos na imobiliária que trabalhei”, fato que marcou a história de Ivonete, que acrescenta, que o legado dos imigrantes italianos era contado de pais para os filhos e netos: “Preservar, cultivar, manter vivo os ensinamentos básicos."

A fé e a religiosidade marcaram sua vida e familiares. Foi a maneira que eles encontravam, foi um ponto de equilíbrio. Foi o elo para manter a união, objetivo e foco. Os valores estão atrelados a fé.

A igreja que seus familiares frequentaram desde a infância, foi a Paróquia São Francisco de Assis, em Monte Belo do Sul, posteriormente a Paróquia Santo Antônio, em Bento Gonçalves-RS. Todos os familiares são devotos de Santo Antônio. A origem da fé e da religiosidade foi trazida da Itália pelos nossos avós.

 

Imigração Italiana | Família de Ivonete Cecília C. Scapin

Em homenagem à Família Cappelletti Scapin, sempre devota de Santo Antonio, postamos foto da Basílica de Pádua, província vizinha de Treviso, onde se localiza Fossalta Magiore.

Imigração Italiana | Família de Ivonete Cecília C. Scapin

                                                       

E, ao lado, a linda Igreja de Monte Belo do Sul, dedicada a São Francisco de Assis, onde seus descendentes muito a frequentaram.

    

O terço era rezado todas as noites. Usávamos a mastela-(mastéla), tina pequena usada para lavar os pés (pl.mastéle). Para ir à missa não tinha “tempo ruim”, para os antepassados.

Mario Adelino Scapin, participou da construção da Igreja de Monte Belo, a Igreja São Francisco de Assis. Também participou de um conserto significativo na mesma igreja. O padre Ferlin buscou ajuda, e a comunidade auxiliou doando galinha, ovos, farinha e mão de obra. O que arrecadavam sempre foi revertido para construção e reforma da igreja.

A descendente de italianos, Ivonete, frequentou a escola, desde o período da Catequese. Escola de freira, inclusive no período contrário às aulas, havia oficina de bordado. E seu irmão, Francisco, aprendeu a arte da pintura. A trineta de Carlo Cappelletti, cursou o Ensino Médio na Escola Mestre Santa Barbara. Nas escolas, as mulheres aprendiam a bordar. Inclusive no período contrário às aulas, havia oficina de bordado, e os homens algumas técnicas.

Professores que marcaram sua trajetória na escola, foi a irmã Leonora, que ensinava música. “Ela me convidou para fazer parte da leitura na igreja. Enfrentei o microfone com a leitura e cantos”. Atualmente Ivonete trabalha na organização das missas e coral na Igreja Santo Antônio, no Bairro Centro de Bento Gonçalves, RS.

Brincavam de “Amarelinha” e “Cinco Marias”. A mãe fazia cinco saquinhos com areia, enquanto o pai fazia o carrinho de lomba, para descermos uma lomba que tinha ali perto de casa. Era uma alegria imensa da gurizada.

O esporte, o encontro no salão, aos finais de semana para jogarem bocha e cartas. O esporte era permitido somente para os homens. Era o passatempo predileto do povo

Genealogia da família Cappelletti

Primeira geração:  Carlo Cappelletti e Giovanna Codeco, originário de Fossalta Maggiore, aldeia na comuna de Chiaranoprovíncia de Treviso, região do Vêneto, Itália.

Segunda geração: Arcangelo Guiseppe Capppelletti (*19-03-1862, +26-09-1921) casado com Antonia Pasquali (* 09-02-1859). Casaram-se em 09-02-1859. Ela filha de Domenico Pasquali e Angela Morandin, natural de  Mansuécomuna italiana da região do Vênetoprovíncia de Treviso. Tiveram os filhos: Carlos Cappelletti (*1882); Catharina Cappelletti (*1885); Anna Cappelletti (*1890); Santa Cappelletti (*1892); Guerino Cappelletti (*1893); Enriqueta Cappelletti (*1898). 

Terceira geração: Guerino Cappelletti (*09-04-1893, +16-10-1951) casado com Rachele Martinelli (*24-07-1892, +18-07-1979), em 01-02-1913. Tiveram os filhos: Santo Emmanuel Cappelletti, Ester Luiza Cappelletti, Imelina Angela Cappelletti, Iolanda Itália Cappelletti, Antônio Cappelletti, Graziosa Cappelletti, Ires Cappelletti, Leda Mercedes  Luiza Cappelletti.

Imigração Italiana | Família de Ivonete Cecília C. Scapin

1945. Imelina Ângela Cappelletti e o esposo Mario Adelino Scapin

 

Quarta geração: Imelina Ângela Cappelletti Scapin (*24-04-1918, +30-11-2008), casada com Mário Adelino Scapin. (* 04-12-1922, + 22-04-2000), em 29-08-1942, em Monte Belo (atual Monte Belo do Sul).  Tiveram os filhos: Ivonete Cecília Cappelletti Scapin, Léa Mercedes Cappelletti Scapin, Nilva Rosa Cappelletti Scapin (faleceu aos três anos), Nilva Rosa Cappelletti, Iracema Cappelletti Scapin, Francisco José Cappelletti Scapin, Lucilene Cappelletti Scapin.

Os irmãos de Imelina Ângela Cappelletti: Santo Emmanuel Cappelletti (*26-03-1914,+16-06-1988) casado com Rosa Stela Gabriel, em 20-03-1937; Esther Luiza Cappelletti Megiolaro (*20-06-1915,+12-02-1989), casada com Domingo Megiolaro em 23-10-1937; Iolanda Itália Cappelletti Perin, casada com Ernesto Perin ; Antonio Cappelletti, casado com Gema Treis; Graziosa Cappelletti Mejolaro casada com Ricardo Mejoralo ;Ires Cappelletti Bettinelli, casada com Zeferino Bettinelli; Leda Mercedes Luiza Cappelletti Cecconi casada com Delmiro Cecconi.

 

Imigração Italiana | Família de Ivonete Cecília C. Scapin

Década de 1950: Família Cappelletti. Da direita à esquerda: Santo Emmanuel Cappelletti, Esther Luíza Cappelletti, Iolanda Itália Cappelletti, Imelina Ângela Cappelletti Scapin, Ires Cappelletti. Parte de baixo: Antonio Cappelletti, nonno Guerino Cappelletti, Leda Mercedes Luiza Cappelleti, nonna Rachele Martinelli Cappelletti, Graziosa Cappelletti

 

Quinta geração: Léa Mercedes Cappelletti Scapin (*18-10-1943), casada com Francisco Fiorante Felix (* 21-02-1940). Casaram em 06-06-1964. Tiveram os filhos: Marta Helena e Oscar Francisco; Nilva Rosa Cappelletti Scapin (*07-08-1945, +23-10-1948), faleceu aos três anos); Nilva Rosa Cappelletti Scapin (*21-02-1949) casada com Alcides Longhi (*04-03-1945). Casaram em 29-07-1967.Tiveram os filhos: Clairto e Renata; Francisco José Cappelletti Scapin (*04-09-1951), casado com Gilda Cristofoli (*10-10-1955).  Casaram em 05-11-1977. Tiveram os filhos: Juliana e Diego; Iracema Cappelletti Scapin (*10-01-1954, +26-02-2014), casada com Dirceu João Milani (*10-01-1954). Casaram em 09-02-1980.Tiveram os filhos: Leticia e Sabrina; Lucilene Cappelletti Scapin (*08-06-1957), casada com José Lírio Panizzi (*14-07-1947). Casaram em 24-01-1976. Tiveram os filhos: Daniel e Franciele; Ivonete Cecília Cappelletti Scapin (*30-12-1961), casada com Alexandre Paim de Abreu (*15-01-1964). Casaram em 24-08-2018.         

Sexta, sétima e oitava geração: Marta Helena Felix (*02-04-1965) casada com     Antônio Marczinski (*13-09-1960). Casaram em 07-12-1985.Tiveram a filha Josiane Félix Marczinski (*19-06-1988), casada com Newmar Bettoni (*09-09-1983), em 20-03-2010. Tiveram as filhas Gabriela e Rafaela Marczinski (*27-11-2014, +27-11-2014, nasceram mortas) e Manuela Alice Bettoni (*19-04-2016); Oscar Francisco Felix (*29-08-1966) casado com Marilena Beal (*16-09-1966). Casaram em 27-11-1993. Tiveram os filhos:  Francesca Beal Felix (*15-06-1995) e Guilherme Beal Felix (*21-07-1997); Clairto Longhi (*18-09-1969, +16-11-1992); Renata Longhi (*15-02-1985), teve a filha Gabriela Longhi Ribeiro (*20-06-2011); Juliana Cristofoli Scapin (*07-09-1980), casada com Abílio Coelho (*21-03-1982).  Casaram em 24-09-2016; Diego Cristofoli Scapin (*25-10-1984); Letícia Scapin Milan (*29-05-1984), casada com Anderson Bordignon (*21-12-1990). Casaram em 09-03-2018. Tiveram o filho Benjamin Milani Bordignon (*02-06-2016); Sabrina Scapin Milani (*15-03-1990) casada com Igor Zardo (*17-10-1989). Casaram em 13-02-2015; Daniel Panizzi (*19-051981), casado com Fábia Dreher Giovannini (*08-05-1978). Casaram em 19-04-2004.  Tiveram os filhos Carolina Giovannini Panizzi (*11-09-2004) e Lucas Giovannini Panizzi (*13-03-2019); Franciele Panizzi (*30-05-1983). 

Genealogia da família Scapin

Primeira geração: Giuseppe Scapin, casado com Anna Maria Scapin

Segunda geração: Giacomo (Jacob) Scapin (*17-12-1852, Torrebelvicino, Itália. Batizado em 18-12-1852, em Torrebelvicino, Itália). Casado com Luigia Maria Fabris (*1853). Data do matrimonio: 27-06-1875, em Valli Del Pasubio (VI), Itália). Ele residiu em Garibalde-RS.

Terceira geração:  Jacob Scapin (*07-11-1888, +30-01-1952, Faria Lemos- RS), casado com Lucia Gelain (*02-01-1891, natural da Itália), residente no terceiro distrito de Alfredo Chaves -RS). Ela filha de Santo Gelain (*1854, Itália) e Veronica Bergamin (*1857), residentes em Caxias do Sul-RS. Data do casamento, 12-05-1924, no terceiro distrito de Alfredo Chaves- RS. Testemunhas do matrimonio Caetano Caobelli e Antonio Gabrielli. No Registro de Casamento, consta que os nubentes declararam terem oito filhos antes do casamento:

1)Alberico Scapin, com 13 anos, 2) Victório Scapin, com doze anos, 3) Iolanda Scapin, com 10 anos ,4) Guerino Scapin, com 9 anos, 5) Angelina Scapin, com sete anos,6) Nahyr Scapin, com 6 anos, 7) Armando Scapin, com quatro anos e Mario Adelino Scapin, com dois anos. Após o matrimonio, tiveram os filhos: 9) Luiz Frederico Primo Scapin, 10) Antônio Scapin, 11) Nelson Scapin e 12) Danilo Umberto Scapin.

Quarta geração: Mário Adelino Scapin (*04-12-1922, + 22-04-2000), casou-se em 29-08-1942 com Imelina Ângela Cappelletti (*24-04-1918, +30-11-2008). Tiveram os filhos: Léia Scapin, Nilva Scapin (falecida aos três anos), Nilva Scapin, Francisco Scapin, Iracema Scapin, Lucilene Scapin, Ivonete Cecília Scapin.

Imigração Italiana | Família de Ivonete Cecília C. Scapin

Década de 1950Família Scapin. De pé, da direita à esquerda: Mário Adelino Scapin, Vitório Scapin, Albérico Scapin, Hyolanda Libera Scapin, Nahyr Scapin, Angelina Scapin, Luiz Federico Scapin, Antonio Scapin. Sentados: Nelson Primo Scapin, nonno Jacob Scapin, nonna Lúcia Gelain Scapin, Danillo Humberto Scapin.

Imigração Italiana | Família de Ivonete Cecília C. Scapin

Década de 1940. Em Porto Alegre- RS. Reunião para solicitar a luz em Monte Belo, atual, município de Monte Belo do Sul, RS. Da direita para a esquerda: Aclídio de Marco, Mário Adelino Scapin, Presidente Getúlio Vargas, Ciro Canossa.

Elisete Luiza Masera
Filósofa, Publicitária
51 98325 5359

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