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O Amor Que Cura, Não Que Fere

O Amor Que Cura, Não Que Fere

Redação Ponto Inicial Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 00:00
Fonte: www.jornalpontoinicial.com.br Foto: Divulgação
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Amor não deveria doer. Essa frase parece simples, mas muitas vezes é esquecida. Há quem confunda amor com dependência, controle, ciúme excessivo ou sofrimento constante. No entanto, o amor verdadeiro é aquele que cura — que traz paz, acolhimento e crescimento. Ele não sufoca, não diminui, não transforma o outro em prisioneiro das próprias carências. Amar de forma saudável é libertar, é permitir que ambos se sintam seguros sendo quem são. O amor que cura começa com o respeito. Respeitar o outro é reconhecer sua individualidade, seus limites, suas escolhas. Não há amor real onde há manipulação ou tentativa de moldar o outro para caber em nossas expectativas. Amar é aceitar as diferenças, compreender que o outro não veio para preencher vazios, mas para caminhar ao lado. O amor não é uma prisão emocional, mas um espaço de liberdade compartilhada. Esse tipo de amor não se alimenta de medo. Ele não exige provas constantes, não faz jogos, não cria insegurança. O amor que cura gera tranquilidade — é aquele que, mesmo em meio às incertezas da vida, traz a sensação de estar no lugar certo. Ele não é feito de promessas exageradas, mas de presença verdadeira. É um amor que sabe escutar, acolher e apoiar, sem precisar ferir para se afirmar. Muitas vezes, é preciso desaprender o amor que fere para reconhecer o que cura. Desde cedo, somos ensinados a associar amor e sacrifício, a aceitar o que machuca em nome do sentimento. Mas o amor não exige que a gente se perca para manter o outro. O amor saudável é aquele que soma, não que rouba energia. É um amor que incentiva o crescimento mútuo, que celebra conquistas e conforta nas quedas, sem transformar vulnerabilidade em fraqueza. O amor que cura também se constrói no diálogo. Falar e ouvir com empatia são formas de cuidar. O silêncio do desrespeito, o tom de voz agressivo, as palavras que diminuem — tudo isso fere mais do que a ausência física. Por outro lado, quando há comunicação sincera e compassiva, o amor floresce. Ele se torna espaço seguro, onde ambos podem expressar sentimentos sem medo de rejeição.

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