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TikTok está viciando a Geração Z?

TikTok está viciando a Geração Z?

Redação Ponto Inicial Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 00:00
Fonte: www.jornalpontoinicial.com.br Foto: Divulgação
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Nos últimos anos, o TikTok deixou de ser apenas uma rede social de vídeos curtos para se tornar um dos principais centros de consumo cultural da Geração Z. Com seu formato dinâmico, que oferece conteúdos rápidos, personalizados e muitas vezes engraçados ou impactantes, a plataforma conquistou milhões de jovens em todo o mundo. No entanto, esse sucesso levanta uma questão delicada: até que ponto o TikTok está se transformando em um vício para essa geração? A Geração Z, formada por pessoas que nasceram entre meados dos anos 1990 e o início da década de 2010, cresceu em meio à hiperconectividade. Diferente de outras faixas etárias, esses jovens já não distinguem claramente a vida online e offline. O TikTok, com sua lógica de rolagem infinita, algoritmos altamente precisos e estímulos constantes, cria um ambiente no qual cada deslize de dedo pode gerar uma nova dose de prazer instantâneo. Essa experiência contínua se assemelha a mecanismos de recompensa do cérebro que também estão presentes em vícios como o jogo e até mesmo o consumo de substâncias. O algoritmo é, sem dúvida, um dos grandes responsáveis pela sensação de dependência. Ele aprende com cada interação — seja um like, um comentário ou o tempo que o usuário passa assistindo a um vídeo — e oferece conteúdos cada vez mais alinhados aos gostos individuais. Esse refinamento gera uma experiência personalizada tão intensa que muitos jovens perdem a noção do tempo. É comum relatos de usuários que pretendiam “passar apenas alguns minutos” na plataforma e acabam ficando horas imersos em vídeos. Os impactos desse consumo excessivo não se limitam ao tempo gasto. Diversos especialistas em saúde mental alertam para os efeitos do TikTok sobre a concentração e a ansiedade. A velocidade com que os vídeos se sucedem pode reduzir a tolerância dos jovens a atividades que exigem foco prolongado, como estudar ou trabalhar. Além disso, a comparação constante com criadores de conteúdo, influenciadores e outros usuários, pode gerar frustração, baixa autoestima e até quadros de depressão em adolescentes e jovens adultos. Outro ponto relevante é que o TikTok não é apenas entretenimento. Ele se tornou uma ferramenta poderosa de informação e influência cultural. Muitos jovens recebem notícias, aprendem tendências de moda, música, política e até hábitos de consumo diretamente pelo aplicativo. Isso amplia ainda mais sua centralidade na vida da Geração Z, mas também traz riscos de exposição à desinformação, manipulação e discursos radicais. O que parece uma simples diversão pode, na prática, moldar opiniões e comportamentos de maneira profunda.

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