No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, celebrado em 26 de abril, o alerta se volta para uma condição que atinge milhões de brasileiros e que, muitas vezes, evolui sem sinais aparentes. Conhecida como "doença silenciosa", a hipertensão arterial pode trazer consequências graves quando não diagnosticada e tratada adequadamente.
De acordo com a docente do curso Técnico em Enfermagem da Escola Técnica Fundatec, Elisa Maria da Silva Merolillo, a expressão está relacionada ao fato de que, na maioria dos casos, a hipertensão não apresenta sintomas perceptíveis. "As pessoas podem conviver com a condição sem saber. Isso é perigoso porque, se não for tratada, pode causar danos ao coração, rins e cérebro, aumentando o risco de infarto, acidente vascular cerebral e insuficiência renal", explica.
Embora frequentemente não apresente sinais claros, alguns sintomas podem surgir, como dor de cabeça, fadiga, fraqueza, náuseas, vômitos, tonturas e mal-estar. No entanto, segundo a docente, esses indícios são inespecíficos e podem estar associados a diversas outras condições. Por isso, a medição regular da pressão arterial é fundamental para o diagnóstico precoce.
Elisa destaca que os principais fatores de risco para o desenvolvimento da hipertensão são histórico familiar, idade avançada, obesidade, sedentarismo, alimentação rica em sal e pobre em frutas e vegetais, consumo excessivo de álcool e tabagismo. Ela ressalta que pessoas jovens também podem desenvolver hipertensão, especialmente quando associam hábitos inadequados a predisposição genética.
A recomendação é que a aferição da pressão arterial comece a partir dos 18 anos, ao menos uma vez a cada dois anos. "Caso sejam identificados níveis elevados, a frequência das medições deve ser ajustada conforme orientação médica", aponta.
Segundo a educadora, a prevenção passa, principalmente, pela adoção de hábitos saudáveis. "Dieta equilibrada rica em frutas, vegetais e grãos integrais, redução do consumo de sal, prática regular de atividade física, manutenção do peso saudável, não fumar e limitar o consumo de álcool ajudam na prevenção e no controle da pressão arterial. A medicação é necessária quando as mudanças no estilo de vida não são suficientes para controlar", afirma.
Ela também chama atenção para a atualização trazida pela Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, que reclassificou a pressão de 120/80 mmHg de normal para pré-hipertensão. A nova meta geral para pacientes hipertensos é manter a pressão abaixo de 130x80 mmHg, sendo considerado diagnóstico de hipertensão valores iguais ou superiores a 140x80 mmHg.
Neste 26 de abril, a principal orientação reforçada pela profissional é clara: "medir a pressão regularmente, adotar um estilo de vida saudável e seguir corretamente o tratamento médico são atitudes essenciais para prevenir complicações e promover mais qualidade de vida".
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